Centrorochas vê avanço em decisão dos EUA, mas tarifas seguem em debate
Associação avalia como avanço a derrubada de sobretaxas, porém alerta que o cenário tarifário ainda exige cautela.

A decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas gerou reação imediata do setor brasileiro de rochas naturais. A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) avaliou o anúncio como um avanço relevante, mas destacou que o tema ainda não está encerrado.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiNesta sexta-feira (20), a Suprema Corte declarou ilegais as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA). A medida incluía sobretaxas adicionais de 10% e 40% aplicadas ao Brasil.
Segundo a Centrorochas, a decisão reduz parte da pressão tarifária recente. No entanto, a entidade reforçou que mantém postura de cautela diante do cenário comercial norte-americano.
Decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas ainda não encerra debate
Embora a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas represente um passo importante, outros instrumentos seguem em vigor. Entre eles, destacam-se a Seção 232, ligada à segurança nacional, e a Seção 301, relacionada a práticas comerciais consideradas desleais.
Esses dispositivos continuam ativos e podem gerar novos desdobramentos. Além disso, ainda não há definição clara sobre como a alfândega norte-americana aplicará a decisão na prática.
Desde julho, quando o governo dos Estados Unidos anunciou as tarifas adicionais, a Centrorochas iniciou articulação institucional em Washington. A entidade buscou demonstrar a relevância estratégica das rochas naturais brasileiras para o mercado norte-americano.
De acordo com a associação, o setor integra a cadeia de suprimentos da construção residencial nos Estados Unidos. Por isso, a entidade argumenta que as rochas naturais brasileiras funcionam como insumos importantes para o mercado local.
Durante as agendas institucionais, representantes do setor identificaram que a administração norte-americana utiliza diferentes fundamentos jurídicos para sustentar sua política tarifária. Assim, o ambiente exige leitura técnica constante e monitoramento contínuo.
A Centrorochas afirmou que acompanha o tema de forma estruturada, considerando a atuação do Executivo, do Congresso e dos órgãos de comércio exterior dos Estados Unidos. Paralelamente, a entidade mantém diálogo com autoridades brasileiras.
Segundo a associação, o objetivo central é preservar a competitividade das rochas naturais brasileiras no mercado internacional. Portanto, apesar do avanço representado pela decisão judicial, o setor seguirá atento às próximas movimentações.
Dessa forma, a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas abre nova etapa no debate comercial. Contudo, o cenário permanece dinâmico e sujeito a novas interpretações e medidas administrativas.
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