Saúde e Bem-estar

Mounjaro: Anvisa altera prescrição e divide profissionais

A nova regra da Anvisa ampliou a prescrição do Mounjaro e abriu um debate nacional sobre limites profissionais e segurança.

A foto mostra canetas emagrecedoras
Foto: Freepik

A recente atualização da Anvisa mudou o cenário do Mounjaro no país e ampliou quem pode prescrever o medicamento. A agência incluiu a indicação da tirzepatida para tratar apneia obstrutiva do sono ligada à obesidade, o que abriu espaço para novas interpretações técnicas. Com isso, dentistas que atuam em casos específicos de apneia passaram a integrar o grupo de profissionais aptos a prescrever o fármaco. Essa mudança provocou surpresa, reacendeu debates e colocou a regulamentação em evidência. Além disso, trouxe questionamentos sobre responsabilidades clínicas.

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Essa ampliação acontece porque a apneia obstrutiva do sono envolve também avaliações odontológicas. Assim, a regra permitiu que profissionais da odontologia indiquem o medicamento dentro de situações alinhadas ao seu campo de atuação. Entretanto, esse cenário gerou preocupação, especialmente porque o Mounjaro é indicado para pessoas com obesidade e exige acompanhamento rigoroso. Apesar da expansão da prescrição, instituições de saúde reforçam que o uso demanda atenção clínica, avaliação individualizada e análise detalhada dos riscos. Assim, o debate ficou ainda mais intenso.

Leia também – Anvisa aprova Mounjaro para tratar apneia do sono

Por que a regra mudou

A Anvisa atualizou a indicação do Mounjaro com base em novas evidências sobre apneia associada à obesidade. A mudança ampliou o escopo profissional e abriu discussões sobre limites entre áreas da saúde.

Pontos que motivaram a atualização

  • A apneia obstrutiva do sono também passa por investigação odontológica.
  • A nova leitura técnica permitiu prescrição compartilhada.
  • O medicamento exige monitoramento contínuo.
  • A alteração gerou divergências entre instituições.
  • O debate envolve segurança, não restrição.

O que dizem as instituições médicas

Instituições médicas afirmam que a prescrição exige avaliação completa, porque a tirzepatida envolve riscos clínicos específicos. Elas ressaltam que o medicamento serve exclusivamente a pessoas com obesidade e requer análise de histórico, comorbidades e outras medicações. Por isso, defendem que a gestão do tratamento ocorra dentro de um acompanhamento especializado.

Entre os pontos citados pelas entidades estão:

  • risco de interações medicamentosas
  • necessidade de diagnóstico correto de obesidade
  • presença de contraindicações importantes
  • exigência de monitoramento contínuo
  • risco de banalização estética do medicamento

A visão da odontologia

Instituições de odontologia sustentam que a prescrição ocorre dentro da área de atuação e deve seguir responsabilidade clínica. Elas reforçam a necessidade de autonomia profissional, mas destacam que o ato exige cautela, colaboração multidisciplinar e respeito às diretrizes vigentes.

Com base em informações do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.