Alerta: cenário global está mais favorável a surtos virais
Cientistas monitoram vírus antigos e emergentes que podem causar novos surtos globais em 2026. Veja aqui.

Um novo ano pode trazer novas ameaças à saúde global. Vírus antigos continuam em constante evolução genética. Além disso, o aquecimento global amplia o contato entre espécies. Assim, humanos entram em contato com patógenos antes restritos. Logo, surtos inesperados ganham espaço em diferentes regiões.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAo mesmo tempo, a mobilidade internacional segue intensa. Pessoas viajam mais rápido e com maior frequência. Consequentemente, vírus também se deslocam com facilidade. Por isso, infecções locais podem ganhar escala global. Dessa forma, especialistas reforçam a vigilância em 2026.
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Confira os principais víruas a serem enfrentados em 2026:
1. Influenza A: risco permanente de pandemia
A influenza A segue como uma ameaça constante. O vírus infecta aves, suínos e diversos mamíferos. Além disso, sofre mutações com extrema rapidez. Em 2009, o subtipo H1N1 causou uma pandemia global. Desde então, variantes continuam circulando no mundo.
Atualmente, o foco recai sobre a gripe aviária H5N1. Esse vírus surgiu em humanos na China, em 1997. Posteriormente, aves selvagens ajudaram na disseminação. Em 2024, o H5N1 passou a circular em gado leiteiro nos EUA. Assim, aumentou o temor de adaptação ao ser humano.
Pontos de atenção em 2026:
- Possível transmissão entre humanos.
- Falta de proteção das vacinas atuais.
- Desenvolvimento acelerado de novas vacinas específicas.
2. Mpox: um vírus globalizado e persistente
O mpox foi identificado na década de 1950. Durante décadas, permaneceu restrito à África Subsaariana. No entanto, o cenário mudou drasticamente em 2022. Um surto global atingiu mais de 100 países. A transmissão ocorreu por contato próximo entre humanos.
Atualmente, o vírus apresenta dois clados principais. O clado I costuma causar quadros mais graves. O clado II apresenta evolução mais branda. Embora exista vacina, não há tratamento específico eficaz. Assim, o risco de novos surtos permanece elevado.
Situação recente:
- Casos crescentes na África Central.
- Registros do clado I fora da África.
- Transmissão comunitária ainda sob investigação.
3. Vírus Oropouche: ameaça silenciosa transmitida por insetos
O vírus Oropouche surgiu na década de 1950. Ele é transmitido por mosquitos e maruins. Os sintomas incluem febre, dor muscular e cefaleia. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada. No entanto, recaídas podem ocorrer semanas depois.
Por muitos anos, o vírus ficou restrito à Amazônia. Desde os anos 2000, expandiu-se para outras regiões. Hoje, há registros na América Central e no Caribe. O mosquito vetor existe em grande parte das Américas. Portanto, a área de risco tende a aumentar em 2026.
Principais desafios:
- Ausência de vacina.
- Falta de tratamento específico.
- Expansão geográfica do vetor.
4. Outras ameaças no radar dos especialistas
Além desses vírus, outros preocupam a comunidade científica. Entre eles:
- Chikungunya, com surtos persistentes em regiões tropicais.
- Sarampo, impulsionado pela queda na cobertura vacinal.
- HIV, com risco de ressurgimento por cortes em ajuda internacional.
- Vírus desconhecidos, favorecidos por desequilíbrios ambientais.
Diante desse cenário, a vigilância contínua se torna essencial. O investimento em vacinas, pesquisa e monitoramento ganha urgência. Assim, a prevenção segue como a principal aliada global.
Com base em informações do portal Metrópoles.