Conheça os 7 principais sintomas do Alzheimer
Neurologista e geriatra listam os principais sinais iniciais do Alzheimer e reforçam a importância do diagnóstico precoce.

O Alzheimer é a forma mais comum de demência no mundo. Com o envelhecimento populacional, os casos aumentam de forma constante. No Brasil, cerca de 1,2 milhão de pessoas convivem com a doença. Além disso, surgem aproximadamente 100 mil novos diagnósticos por ano.
Por isso, reconhecer os sinais precoces se torna cada vez mais importante.
A doença provoca uma perda lenta e progressiva das funções cognitivas. Em geral, os sintomas aparecem após os 65 anos de idade. O Alzheimer atinge mais mulheres do que homens. Além disso, provoca alterações significativas no comportamento. Assim, o impacto se estende ao paciente e à família.
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Como a doença evolui ao longo do tempo
O Alzheimer se divide em três fases distintas. Na fase inicial, surgem falhas de memória e mudanças de personalidade. Com a progressão, aparecem dificuldades para tarefas simples. Além disso, o paciente passa a ter agitação e distúrbios do sono. Na fase avançada, surgem limitações severas e perda de autonomia.
Nesse estágio final, a pessoa resiste a executar tarefas básicas. Também apresenta dificuldade para se alimentar. Além disso, pode ocorrer incontinência urinária e fecal. Por isso, o cuidado se torna integral e contínuo.
Os 7 principais sintomas do Alzheimer
Os especialistas destacam sinais frequentes da doença. Esses sintomas costumam surgir de forma gradual. Portanto, atenção aos detalhes faz toda a diferença:
- Perda de memória recente, principalmente de fatos novos.
- Dificuldade para realizar tarefas do cotidiano.
- Troca constante de objetos de lugar.
- Repetição das mesmas perguntas em curto intervalo.
- Dificuldade para dirigir ou encontrar caminhos conhecidos.
- Problemas para encontrar palavras e expressar ideias.
- Mudanças de comportamento, como irritabilidade e isolamento.
Além disso, podem surgir desconfiança injustificada e agressividade. Interpretações erradas de estímulos visuais ou auditivos também aparecem.
Por que o diagnóstico precoce é essencial
O Alzheimer não tem cura atualmente. No entanto, o diagnóstico precoce muda o curso da doença. Ele permite iniciar tratamentos que retardam a progressão. Além disso, melhora a qualidade de vida do paciente. Assim, o cuidado começa antes das perdas mais graves.
O tratamento envolve reabilitação cognitiva e terapia ocupacional. Também inclui o controle de doenças associadas. Pressão alta, colesterol e diabetes exigem acompanhamento rigoroso.
Como prevenir ou retardar o Alzheimer
Manter o cérebro ativo é uma das principais estratégias. Atividades cognitivas estimulam novas conexões neurais. Por isso, quebra-cabeças, palavras cruzadas e leitura ajudam. Aprender uma língua ou tocar um instrumento também protege o cérebro.
A rotina física e alimentar também influencia diretamente. Especialistas recomendam pelo menos 150 minutos semanais de exercício. Além disso, a dieta mediterrânea reduz inflamações cerebrais. Ela prioriza frutas, legumes, peixes, azeite e castanhas. Assim, hábitos saudáveis ajudam a preservar a função cognitiva.
Com base em informações do portal Terra.