Autismo no Brasil: mitos e verdades
Dados recentes sobre o autismo reforçam a importância da informação, da família e de terapias bem direcionadas.

O Transtorno do Espectro Autista ganha visibilidade no Brasil. Dados oficiais ampliam o debate sobre diagnóstico e inclusão da pessoa com TEA. Além disso, famílias buscam informação segura e acessível. Consequentemente, cresce a responsabilidade social sobre o tema. Por isso, compreender o autismo se torna uma necessidade coletiva.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiSegundo o Censo Demográfico 2022, o Brasil registra 2,4 milhões de autistas. Esse número representa 1,2% da população nacional. Na infância, a prevalência se mostra ainda maior. Entre 5 e 9 anos, 1 em cada 38 crianças tem diagnóstico. Assim, os dados reforçam a urgência de políticas e acolhimento.
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O que define o Transtorno do Espectro Autista
O TEA é uma condição do neurodesenvolvimento. Ele envolve desafios na comunicação social. Além disso, apresenta comportamentos repetitivos e interesses restritos. As manifestações surgem precocemente. No entanto, cada pessoa expressa o espectro de forma única.
Autismo não tem um único perfil
Hiago Melo, psicólogo e doutor em Neurociências, destaca a diversidade do espectro. Segundo ele, não existe um padrão único de autismo. Algumas crianças apresentam dificuldades leves.
Outras exigem suporte mais intensivo. Portanto, compreender essa variabilidade orienta decisões clínicas.
Mitos e verdades sobre terapias no TEA
1. Existe uma dose ideal de terapia para todas as crianças — MITO
Programas intensivos não garantem melhores resultados. A literatura científica reforça esse alerta. Além disso, qualidade supera quantidade de horas. A metodologia precisa se alinhar às necessidades da criança. Assim, a intensidade deve respeitar o perfil clínico.
2. Cada profissional pode atuar isoladamente — MITO
A falta de articulação prejudica o tratamento. Métodos desconectados geram inconsistências. Além disso, sobrecarregam famílias. Por isso, equipes devem compartilhar objetivos. A integração fortalece os resultados.
3. Terapia não precisa de ajustes — MITO
Monitorar resultados é indispensável. Avaliações esporádicas limitam decisões eficazes. Portanto, o acompanhamento deve ser contínuo. Indicadores objetivos orientam mudanças necessárias. Assim, evitam-se intervenções ineficientes.
4. A família potencializa os resultados — VERDADE
A participação familiar amplia os ganhos terapêuticos. Grande parte do aprendizado ocorre fora do consultório. Quando orientada, a família reforça habilidades no cotidiano. Isso melhora comunicação e autonomia. Além disso, fortalece vínculos e segurança emocional.
5. Terapia serve apenas para reduzir sintomas — MITO
O foco atual vai além dos sintomas. O objetivo inclui autonomia e inclusão social.
A criança deve participar da comunidade. Assim, desenvolve seu potencial ao longo da vida. Qualidade de vida se torna prioridade.
Um novo padrão de cuidado no autismo
As evidências indicam mudança no modelo terapêutico. Intervenções exigem rigor científico. Supervisão contínua garante qualidade. Além disso, dados orientam decisões clínicas. Esse cuidado promove independência e bem-estar.
Com base em informações do portal Neurosteps