Saúde e Bem-estar

Menopausa no trabalho: impacto dos hormônios na produtividade

A menopausa impacta a saúde, a carreira feminina e a produtividade, exigindo ações no ambiente corporativo.

a foto mostra mulher na menopausa em ambiente coorporativo
Fonte: Freepik

A menopausa afeta milhões de mulheres em idade produtiva. No Brasil, cerca de 30 milhões vivem o climatério e a menopausa. Esse grupo representa 7,9% da população feminina, segundo o IBGE. Além disso, muitas enfrentam sintomas intensos durante anos. Como resultado, o desempenho profissional sofre impactos diretos.

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Ondas de calor, dores articulares e dificuldade de concentração interferem na rotina. Além disso, alterações de humor e baixa autoestima comprometem a produtividade. Embora o tema avance no debate público, empresas ainda ignoram o problema. Portanto, mulheres seguem trabalhando sob desconforto constante. Isso gera perdas individuais e econômicas.

Sintomas da menopausa reduzem foco e rendimento

Um estudo da revista Menopause revelou que mais de um terço das brasileiras sofre com ondas de calor moderadas ou graves. Esses sintomas afetam tarefas diárias e decisões profissionais. Além disso, palpitações e distúrbios do sono prejudicam o raciocínio. Consequentemente, a capacidade de manter o ritmo de trabalho diminui.

A menopausa geralmente começa após os 40 anos e pode durar até 15 anos. Nesse período, muitas mulheres desejam crescer na carreira. No entanto, sintomas persistentes geram frustração. Assim, o que deveria ser um recomeço vira obstáculo. A falta de apoio amplia esse cenário.

Impacto econômico e perdas para as empresas

Na Alemanha, a realidade se repete. Cerca de um terço das mulheres relata sintomas relevantes. Mesmo assim, o tema segue pouco debatido. Segundo Andrea Rumler, a menopausa custa 9,5 bilhões de euros por ano à economia alemã. Além disso, empresas perdem cerca de 40 milhões de dias de trabalho.

Em entrevistas com mais de 2 mil mulheres, Rumler identificou efeitos claros:

  • Quase 25% reduziram a jornada de trabalho
  • Cerca de 20% mudaram de emprego
  • Uma em cada dez se aposentou precocemente

Portanto, ignorar a menopausa amplia a escassez de mão de obra qualificada.

Setores com desafios específicos para mulheres

Algumas profissões intensificam as dificuldades da menopausa. Mulheres que atuam em espaços públicos enfrentam menos flexibilidade. Professoras, enfermeiras e vendedoras não conseguem fazer pausas frequentes. Além disso, policiais e motoristas lidam com acesso limitado a banheiros.

Esses setores concentram alta presença feminina, como:

  • Enfermagem: 85%
  • Educação: 73%
  • Administração: mais de 65%
  • Serviços e vendas: quase 62%

Justamente esses segmentos sofrem maior falta de profissionais.

Estigma, silêncio e caminhos para soluções

Muitas mulheres evitam falar sobre menopausa no trabalho. O medo da estigmatização ainda domina. Mais da metade considera o tema tabu nas empresas. Portanto, a conscientização se torna essencial. Informar gestores e equipes reduz preconceitos.

Medidas simples melhoram o desempenho, como:

  • Horários flexíveis
  • Pausas planejadas
  • Acesso facilitado a banheiros
  • Treinamento para médicos do trabalho

Com adaptação e diálogo, empresas preservam talentos. Assim, saúde feminina e produtividade caminham juntas.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.