Cérebro mais jovem? Pratique exercícios físicos
Um estudo mostra que a prática regular de exercícios pode reduzir a idade biológica do cérebro e melhorar a saúde mental.

Os benefícios do exercício físico já são amplamente conhecidos. No entanto, novas evidências ampliam ainda mais esse impacto. Agora, um estudo aponta efeitos diretos no envelhecimento cerebral. Segundo os pesquisadores, o cérebro pode ficar biologicamente mais jovem. Assim, a atividade física ganha ainda mais relevância para a saúde.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA pesquisa acompanhou adultos saudáveis ao longo de um ano. Durante esse período, parte dos participantes manteve rotina ativa. Enquanto isso, outro grupo seguiu hábitos sedentários. Ao final do estudo, os resultados chamaram atenção.O cérebro dos ativos aparentou quase um ano a menos.
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O que o estudo revelou sobre atividade física
O estudo foi publicado no Journal of Sport and Health Science. Os cientistas analisaram exames de ressonância magnética. Esses exames permitiram calcular a chamada “idade cerebral”. Essa medida compara a estrutura do cérebro com a idade cronológica. Quanto maior a diferença, mais envelhecido o cérebro aparenta.
Os participantes ativos apresentaram cérebros biologicamente mais jovens. Em média, houve redução de 0,6 ano na idade cerebral. Por outro lado, o grupo sedentário mostrou leve aumento. Assim, a diferença entre os grupos chegou a quase um ano. Portanto, o impacto do exercício se mostrou significativo.
Quanto exercício é necessário para o cérebro
O ensaio clínico contou com 130 adultos entre 26 e 58 anos. Metade deles adotou exercícios aeróbicos moderados a intensos. Esse grupo realizou duas sessões semanais supervisionadas.
Além disso, praticou atividades em casa. O objetivo foi atingir 150 minutos semanais.
Esse tempo segue recomendações internacionais de saúde. Segundo os pesquisadores, essa quantidade já gera benefícios cerebrais. Ou seja, não é preciso treinamento extremo. Com constância, o cérebro responde positivamente. Assim, a prática se torna acessível para a maioria.
Como o exercício influencia a saúde cerebral
Os cientistas analisaram vários fatores fisiológicos. Entre eles, condicionamento físico e pressão arterial. Também avaliaram composição corporal e níveis de de uma proteína ligada à plasticidade do cérebro, a BDNF. Essa proteína está ligada à plasticidade do cérebro. Mesmo assim, nenhum fator explicou o efeito isoladamente.
Isso indica que o exercício atua de forma complexa. Ele pode modificar a estrutura cerebral. Além disso, reduz inflamações e melhora a saúde vascular. Consequentemente, protege funções cognitivas ao longo do tempo. Mesmo pequenas reduções na idade cerebral já fazem diferença.
Prevenção começa antes do envelhecimento
Diferente de outros estudos, esta pesquisa focou adultos mais jovens. Nesse estágio, mudanças cerebrais ainda são sutis. Por isso, a prevenção se mostra mais eficaz. Segundo os autores, hábitos saudáveis antecipam proteção cognitiva. Assim, reduzem riscos de declínio e demência.
Portanto, ainda dá tempo de cuidar do cérebro. A ciência confirma que o movimento faz diferença. Uma simples caminhada já inicia esse processo.
Com base em informações do portal Metrópoles.