Saúde e Bem-estar

Bactérias do intestino podem influenciar o Alzheimer

Uma revisão científica mostra que mudanças no microbioma intestinal se relacionam à memória e ao Alzheimer.

A foto mostra eixo intestino-cérebro
FOTO: Redes Sociais

As bactérias do intestino exercem funções além da digestão. Atualmente, a ciência aponta impactos diretos na saúde cerebral. Segundo uma nova revisão científica, essa relação merece atenção. Pesquisadores associaram alterações intestinais ao declínio cognitivo. Assim, o intestino surge como peça-chave no cuidado com o cérebro.

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O estudo saiu na revista Alzheimer’s & Dementia. Os cientistas analisaram dados publicados recentemente. Além disso, eles focaram apenas em pesquisas com humanos. Os resultados reforçaram a comunicação intestino-cérebro. Portanto, o tema ganha relevância na prevenção de demências.

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O que a ciência analisou sobre o microbioma

Os pesquisadores revisaram dados de 58 estudos científicos. Eles compararam três grupos distintos de pessoas. Primeiro, idosos sem problemas de memória. Depois, indivíduos com comprometimento cognitivo leve. Por fim, pacientes diagnosticados com Alzheimer.

A análise revelou padrões diferentes de bactérias intestinais. Os grupos com declínio cognitivo apresentaram alterações claras. Em contrapartida, pessoas saudáveis mantiveram maior equilíbrio.
Assim, o microbioma mostrou relação direta com a cognição. Consequentemente, o intestino entrou no foco das pesquisas neurológicas.

Diferenças nas bactérias intestinais observadas

Segundo os cientistas, pessoas com Alzheimer exibem menos diversidade bacteriana. Além disso, elas concentram maior quantidade de microrganismos específicos. Esse desequilíbrio compromete funções essenciais do organismo. Entre elas, destacam-se processos metabólicos e imunológicos.
Portanto, o impacto vai além do sistema digestivo.

Os pesquisadores também identificaram aumento de processos inflamatórios. A inflamação crônica já se associa à progressão do Alzheimer. Assim, as bactérias podem influenciar esse cenário indiretamente. No entanto, a pesquisa não indica relação de causa direta. Ela aponta apenas uma associação relevante.

O que é o Alzheimer e por que o intestino importa

O Alzheimer provoca perda progressiva da memória e da cognição. Ele representa a forma mais comum de demência em idosos. No Brasil, responde por mais da metade dos casos. Inicialmente, a doença afeta a memória recente. Com o tempo, surgem confusão, alterações de humor e comunicação.

Mesmo sem comprovar causa, o estudo traz avanços importantes. Ele sugere que o intestino pode ajudar no diagnóstico precoce. Além disso, abre caminhos para novas estratégias preventivas. Mudanças alimentares e de estilo de vida ganham destaque. Assim, cuidar do intestino também significa cuidar do cérebro.

O que esperar das próximas pesquisas

Os autores defendem novos ensaios clínicos. Eles querem entender se alterar o microbioma muda a progressão da doença. Por enquanto, a recomendação envolve atenção à saúde intestinal. Especialmente durante o envelhecimento, esse cuidado se mostra essencial. Portanto, intestino e cérebro caminham juntos na saúde cognitiva.

Com base em informações do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.