Saúde e Bem-estar

Menopausa pode reduzir massa cinzenta do cérebro - o que significa?

Pesquisa indica que a menopausa impacta o cérebro, a saúde mental e o desempenho cognitivo.

A foto mostra mulher na menopausa
Fonte: Freepik

A menopausa provoca mudanças que ultrapassam os sintomas físicos conhecidos. Além das ondas de calor, o cérebro também sofre impactos. Um estudo da Universidade de Cambridge revelou alterações estruturais importantes. Segundo os dados, ocorre redução do volume da massa cinzenta. Além disso, surgem efeitos diretos na saúde mental.

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A pesquisa analisou informações de quase 125 mil mulheres do Reino Unido. Os resultados, portanto, reforçam um alerta científico. A menopausa pode intensificar quadros de ansiedade e depressão. Além disso, pode prejudicar o sono e a cognição. Consequentemente, o tema ganha relevância clínica.

Leia também – Menopausa: 6 dicas práticas para lidar com os hormônios

O papel da massa cinzenta no cérebro

A massa cinzenta concentra células nervosas essenciais. Ela atua no processamento de informações e na memória. Além disso, participa das emoções e do controle motor. Quando seu volume diminui, o funcionamento cerebral pode mudar.

De acordo com o estudo, o fim da vida reprodutiva afeta regiões estratégicas do cérebro. Essas áreas influenciam diretamente o humor e o aprendizado. Portanto, alterações hormonais impactam mais do que o corpo.

Ansiedade, depressão e estresse crônico

Os pesquisadores observaram níveis mais elevados de ansiedade e depressão após a menopausa. Segundo a professora Barbara Sahakian, o estresse crônico reduz o volume do hipocampo. Essa região, por sua vez, regula memória e emoções.

Além disso, a combinação entre ansiedade e distúrbios do sono acelera o declínio cognitivo. Dessa forma, os sintomas emocionais ampliam os prejuízos cerebrais. Por isso, o acompanhamento médico se torna essencial.

Como o estudo foi conduzido

A equipe analisou dados do UK Biobank, um grande banco biomédico. As participantes foram divididas em três grupos distintos. O primeiro incluiu mulheres na pré-menopausa. O segundo reuniu mulheres na pós-menopausa sem reposição hormonal.

O terceiro grupo envolveu mulheres que utilizaram terapia de reposição hormonal. Além dos questionários, as voluntárias realizaram testes cognitivos. Entre eles, avaliações de memória e tempo de reação.

Terapia hormonal e limites do tratamento

A terapia de reposição hormonal costuma ser indicada em casos específicos. Muitos médicos a prescrevem para evitar piora emocional. No entanto, o estudo aponta um limite importante.

Segundo os autores, a TRH não demonstrou melhora nos quadros de ansiedade e depressão. Assim, os resultados sugerem cautela na indicação. Além disso, reforçam a importância de estratégias complementares.

Manter o cérebro ativo, cuidar do sono e reduzir o estresse ajudam a proteger a saúde mental. Dessa maneira, o envelhecimento ocorre de forma mais equilibrada.

Com base em informações no portal Globo.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.