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Boi Pintadinho transforma Muqui em destino de um carnaval cultural

O Carnaval do Boi Pintadinho se consolida como uma das manifestações culturais mais autênticas do Espírito Santo, atraindo turistas interessados em viver uma experiência genuína

Boi Pintadinho tradicional do carnaval de Muqui
Foto: Divulgação / Prefeitura de Muqui

Ao contrário dos grandes carnavais de massa, Muqui aposta na memória, na identidade e na participação coletiva para celebrar a folia. É nesse espírito que o Carnaval do Boi Pintadinho se consolida como uma das manifestações culturais mais autênticas do Espírito Santo, atraindo turistas interessados em viver uma experiência genuína, marcada por tradição, história e envolvimento comunitário.

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Reconhecido oficialmente como Patrimônio Cultural de Muqui, o Carnaval do Boi Pintadinho representa mais do que uma festa. Isso porque ele expressa a identidade local e reforça laços sociais construídos ao longo de décadas. Aliás, a celebração mobiliza moradores de diferentes gerações e transforma as ruas históricas do município em palco de cultura popular viva.

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A tradição tem raízes nos folguedos populares brasileiros, que surgiram a partir da mistura de influências indígenas, africanas e europeias durante o período colonial. Com o tempo, essas manifestações deram origem às diversas brincadeiras do boi espalhadas pelo país. Em Muqui, contudo, o Boi Pintadinho ganhou características próprias, adaptadas ao cotidiano do interior e incorporadas de forma definitiva ao Carnaval.

Carnaval do Boi Pintadinho

Embora o Bumba Meu Boi já estivesse presente em várias regiões do Brasil desde o século XIX, em Muqui a brincadeira começou a se fortalecer a partir da década de 1940. Inicialmente, ela se restringia às comunidades rurais e mantinha relação direta com as Folias de Reis, realizadas entre o Natal e o mês de janeiro. Somente a partir dos anos 1970 o Boi Pintadinho passou a ocupar as ruas durante o Carnaval, inaugurando uma nova fase da manifestação cultural no município.

Nesse processo, o surgimento do Boi do Bijoca marcou um ponto de virada. Aliás, o grupo foi responsável por inserir definitivamente o Boi Pintadinho no carnaval de rua, consolidando o que hoje é conhecido como Carnaval Folclórico de Muqui. Registros históricos reforçam essa trajetória, como a edição de 1974 do jornal O Município, que já anunciava a participação tradicional do boi e de suas mulinhas na programação carnavalesca.

Durante muitos anos, os carnavais de salão e os ranchos dividiram espaço com as manifestações populares. No entanto, a partir da década de 1990, o Boi Pintadinho assumiu protagonismo e se tornou o principal símbolo do carnaval muquiense. Desde então, a tradição se fortaleceu e passou a integrar de forma permanente a vida social e afetiva da cidade.

Carnaval em Muqui

Atualmente, Muqui conta com 22 grupos de Bois Pintadinhos, além de dois grupos de Vacas, incluindo a tradicional Vaca Mocha, formada exclusivamente por mulheres. Inclusive, os Bois Mirins garantem a participação das crianças, enquanto os Jaguarás ampliam a diversidade cultural da festa. Durante os cortejos, bois confeccionados artesanalmente percorrem as ruas acompanhados por músicos, foliões e personagens tradicionais, embalados por marchinhas, cantigas populares e ritmos regionais.

Portanto, o caráter coletivo e intergeracional é um dos principais diferenciais da celebração. Famílias inteiras participam da confecção dos bois, da organização dos grupos e da transmissão dos saberes culturais, assegurando a continuidade da tradição. Além disso, o evento se firma como importante atrativo turístico, movimentando a economia local, valorizando o artesanato e fortalecendo o turismo cultural no interior capixaba.

Confira a programação completa!

Sexta-feira (13)

  • 19 – Abertura
  • 19h20 – Bloco Carrinho de Mão
  • 20h – Boi Furioso
  • 20h40 – Boi Fortunato
  • 21h20 – Formiguinha
  • 22h – Vaca Furiosa
  • 22h40 – Boi Duas Cabeças
  • 23h20 – Boi Amigo
  • 0h – Boi Cycloninho
  • 0h40 – Boi Chapado
  • 1h20 – Boi Guerreirinho
  • 2h – Boi Cyclone

Sábado (14)

  • 17h – Painel entre ritos e raízes: a cultura popular no interior
  • 18h – Pagode do Juninho
  • 19h – Boi Chapadinho
  • 19h40 – Boi Formigão
  • 20h20 – Boi Cycloninho
  • 21h – Boi Duas Cabeças
  • 21h40 – Boi Xodó
  • 22h20 – Boi Sumidouro
  • 23h – Boi Cyclone
  • 23h40 – Boi Az de Ouro
  • 0h20 – Boi Tornado
  • 0h40 – Boi Chapado
  • 1h20 – Boi Bijoca
  • 2h – Boi Tsunami

Domingo (15)

  • 17h – Matinê (Xodozinho e Furioso) e DJ Teco
  • 18h – Bloco do Loró
  • 18h30 – Bloco das Piranhas
  • 19h – Guerreirinho
  • 19h40 – Boi Formigão
  • 20h20 – Boi Amigo
  • 21h – Boi Gaspar
  • 21h40 – Vaca Mocha
  • 22h20 – Boi Tornado
  • 23h – Boi Bijoca
  • 23h40 – Boi Tsunami
  • 0h20 – Boi Sumidouro
  • 0h40 – Boi Xodó
  • 1h20 – Boi Chapado
  • Segunda-feira (16)
  • 19h20 – Boi Fortunato
  • 20h40 – Boi Gaspar
  • 21h20 – Boi Xodó
  • 22h – Boi Cyclone
  • 22h40 – Boi Danado
  • 23h20 – Boi Tornado
  • 0h – Boi Az de Ouro
  • 0h40 – Vaca Furiosa
  • 1h20 – Boi Duas Cabeças
  • 2h – Boi Chapado

Terça-feira (17)

  • 18h – Boi Chapadinho
  • 18h40 – Jaguará
  • 19h20 – Boi Xodozinho
  • 20h – Boi Amigo
  • 20h40 – Vaca Mocha
  • 21h20 – Boi Danado
  • 22h – Vaca Furiosa
  • 22h40 – Boi Bijoca
  • 23h20 – Boi Tsunami
  • 0h – Boi Guerreirinho
  • 0h40 – Boi Formiguinha

Com informações da Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

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Com mais de 23 anos de experiência na área, e passagens por diversos veículos de comunicação do Estado, atua no portal AQUINOTICIAS.COM desde 2021, e está em sua segunda passagem pelo veículo, somando mais de 11 anos de empresa. Formada em História e pós-graduada em Jornalismo Político, atuou também em assessoria de imprensa por mais de 15 anos, além de passagem por emissoras de rádio, TV e revistas em Cachoeiro de Itapemirim.