Câncer de pênis: alta incidência e alerta no Brasil
Câncer de pênis tem alta incidência no Brasil, mas diagnóstico precoce, vacina contra HPV e higiene adequada reduzem riscos.

Uma pequena mancha na glande iniciou a história de Jorge, de 63 anos. Ele notou a alteração, mas adiou a consulta médica. Com o tempo, a mancha virou ferida persistente. Ainda assim, ele priorizou outras demandas do cotidiano. Consequentemente, o diagnóstico chegou em estágio avançado.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiQuando finalmente buscou atendimento, médicos confirmaram câncer de pênis por biópsia. O tumor já comprometia tecidos vizinhos e linfonodos inguinais. Por isso, a equipe indicou tratamento agressivo. Ele passou por amputação parcial do órgão. Hoje, ele reconhece que o diagnóstico precoce teria reduzido danos.
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Incidência elevada expõe falhas na prevenção
O câncer de pênis é considerado raro em vários países. No entanto, o Brasil registra uma das maiores taxas globais. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram milhares de amputações na última década. Portanto, o cenário revela falhas estruturais em prevenção e informação. Além disso, desigualdades regionais ampliam o problema.
Especialistas apontam fragilidades no acesso à saúde básica. Homens de regiões vulneráveis chegam aos centros especializados com doença avançada. Consequentemente, as chances de tratamento conservador diminuem. Assim, campanhas educativas se tornam urgentes.
Principais fatores de risco
Cerca de metade dos casos envolve infecção pelo Human papillomavirus. Especialmente os subtipos 16 e 18 aumentam risco oncológico. Entretanto, o vírus não atua sozinho.
A fimose dificulta higiene adequada da glande. Isso favorece acúmulo de esmegma e inflamação crônica. Com o tempo, irritação persistente pode gerar alterações celulares.
Além disso, fatores socioeconômicos influenciam diretamente o diagnóstico tardio.
Sinais que exigem atenção imediata
Diferentemente de outros tumores silenciosos, o câncer de pênis costuma apresentar lesões visíveis. Portanto, qualquer alteração merece avaliação médica rápida.
Observe principalmente:
- Ferida que não cicatriza em até duas semanas.
- Nódulo ou espessamento da pele.
- Secreção com odor forte.
- Sangramento local.
Geralmente, o tumor inicial não provoca dor.
Por isso, muitos homens ignoram o sintoma.
Contudo, a ausência de dor não indica ausência de gravidade.
Tratamento e chances de cura
O tratamento depende do estágio da doença. Em fases iniciais, médicos realizam cirurgia conservadora. Quando há avanço, eles indicam amputação parcial ou total.
Em casos específicos, equipes utilizam quimioterapia e radioterapia. Além disso, estudos investigam novas drogas e imunoterapia. Segundo especialistas, a sobrevida em cinco anos ultrapassa 90% nos estágios iniciais. Entretanto, ela cai drasticamente quando há metástase.
Prevenção: atitudes que salvam vidas
A prevenção do câncer de pênis depende de medidas simples. Primeiramente, a vacinação contra HPV reduz risco significativo. Além disso, a higiene íntima adequada é essencial.
Homens não circuncidados devem retrair o prepúcio para limpeza diária. A circuncisão infantil também reduz incidência futura. Sobretudo, consultas regulares ao urologista garantem diagnóstico precoce.
Impacto emocional e qualidade de vida
O câncer de pênis afeta não apenas o corpo, mas também a saúde mental. Muitos pacientes relatam ansiedade, depressão e isolamento social. Portanto, equipes devem oferecer suporte psicológico estruturado.
Jorge afirma que enfrentou medo e sofrimento. Ainda assim, ele segue em acompanhamento médico regular. Hoje, ele reforça uma mensagem direta: enfrentar cedo salva vidas.
Com base em informações do portal Globo.
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