Teste do pezinho até o 5º dia pode salvar seu bebê
Exame simples e gratuito do SUS detecta doenças raras em recém-nascidos e evita sequelas quando realizado no período correto.

Nos primeiros dias após o nascimento, pais concentram atenção nos cuidados básicos do bebê. Entretanto, entre o terceiro e o quinto dia de vida, um exame simples pode mudar o futuro da criança. Nesse período, profissionais de saúde realizam o teste do pezinho. O procedimento integra a triagem neonatal do Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, o exame identifica doenças graves antes mesmo dos primeiros sintomas.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO teste permite detectar doenças genéticas, metabólicas e infecciosas logo no início da vida. Dessa forma, médicos iniciam tratamento rapidamente. Consequentemente, crianças evitam complicações graves e desenvolvem melhor qualidade de vida. Especialistas reforçam que o prazo correto aumenta a precisão do diagnóstico. Portanto, realizar o exame no período indicado garante maior segurança clínica.
Leia também – ES moderniza o Teste do Pezinho e garante mais segurança aos bebês
Por que o teste do pezinho salva vidas
O teste do pezinho detecta atualmente sete doenças principais na rede pública. Historicamente, a triagem neonatal surgiu na década de 1960. Na época, pesquisadores buscavam identificar precocemente a fenilcetonúria.
A fenilcetonúria representa uma doença genética rara. Nesse caso, o organismo não consegue metabolizar a fenilalanina. Esse aminoácido aparece em alimentos ricos em proteínas, como carnes, ovos e leite.
Sem diagnóstico precoce, a substância se acumula no organismo. Como resultado, o excesso pode provocar danos neurológicos. Entre as possíveis consequências estão atraso no desenvolvimento, convulsões e deficiência intelectual.
No Brasil, especialistas estimam um caso para cada 15 mil a 25 mil recém-nascidos.
Quando fazer o teste do pezinho
Muitas famílias acreditam que o exame pode ser feito a qualquer momento do primeiro mês. No entanto, especialistas recomendam a coleta entre o terceiro e o quinto dia de vida.
Primeiramente, o bebê precisa ingerir proteínas por pelo menos 48 horas. Assim, o organismo apresenta possíveis alterações metabólicas. Se profissionais coletarem o exame muito cedo, podem surgir resultados falsos negativos. Por outro lado, atrasos na coleta podem permitir o avanço silencioso da doença.
Como funciona o exame
Apesar do nome, o teste do pezinho não registra a impressão do pé do bebê. Na verdade, profissionais coletam uma pequena amostra de sangue do calcanhar.
Essa região possui muitos vasos sanguíneos. Portanto, ela permite coleta rápida e segura. Além disso, o procedimento dura poucos minutos e causa mínimo desconforto.
Acompanhar o resultado também é essencial
Especialistas alertam que realizar o exame não basta. Pais também devem acompanhar o resultado e retornar ao serviço de saúde.
Muitas doenças investigadas não apresentam sintomas iniciais. Por isso, o diagnóstico depende do resultado laboratorial. Quando ocorre alguma alteração, equipes do SUS entram em contato com a família. Em seguida, profissionais solicitam novos exames para confirmação.
Caso médicos confirmem o diagnóstico, o tratamento começa imediatamente. No caso da fenilcetonúria, por exemplo, a criança segue dieta com restrição de proteínas. Além disso, fórmulas especiais complementam a alimentação.
Quando iniciado precocemente, o tratamento permite desenvolvimento saudável e qualidade de vida.
Com base em informações do portal Metrópoles.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726