Saúde e Bem-estar

Estudo revela risco oculto das redes sociais em jovens

Pesquisa internacional mostra que o uso problemático das redes sociais eleva sintomas depressivos em adolescentes mais jovens.

A foto alude a adolescente em rede social
Fonte: Freepik

O uso excessivo das redes sociais pode intensificar sintomas depressivos em adolescentes. Especialistas alertam para um fator decisivo. O problema não envolve apenas o tempo online. Na verdade, o risco surge quando jovens perdem o controle do uso. Nesse cenário, adolescentes sentem necessidade constante de permanecer conectados. Consequentemente, o comportamento interfere na saúde emocional.

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Além disso, pesquisadores analisaram dados de mais de dois mil estudantes do ensino médio. O estudo acompanhou os participantes durante um ano. Assim, cientistas observaram mudanças no comportamento digital. Em seguida, compararam esses dados com indicadores de saúde mental. Como resultado, identificaram associação entre uso problemático das redes sociais e aumento de sintomas depressivos.

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Não é apenas o tempo online

Especialistas explicam que o tempo nas plataformas não representa o principal problema. Em vez disso, o risco aparece quando adolescentes desenvolvem dependência digital.

Nesse contexto, jovens sentem dificuldade para interromper o uso das redes. Além disso, priorizam o ambiente online em detrimento da vida social. Consequentemente, relações pessoais e rotina escolar podem sofrer impactos.

Pesquisadores classificam esse comportamento como uso problemático das redes sociais. Esse padrão inclui envolvimento excessivo e perda de controle emocional. Assim, adolescentes apresentam maior probabilidade de relatar sintomas depressivos posteriormente.

Adolescência inicial exige mais atenção

Os resultados também indicam que a idade influencia os impactos das redes sociais. Especialistas observam maior vulnerabilidade no início da adolescência.

Entre jovens de 13 anos, por exemplo, o uso intenso das plataformas se relaciona com níveis mais altos de depressão. Entretanto, essa associação diminui ao longo do tempo. Por volta dos 16 anos, o efeito negativo tende a reduzir.

Especialistas explicam esse fenômeno pelo desenvolvimento emocional. Durante os primeiros anos da adolescência, habilidades como autocontrole ainda se formam. Portanto, jovens podem reagir de forma mais intensa a experiências negativas online.

Pressões sociais afetam mais meninas

A pesquisa também identificou diferenças entre meninos e meninas. Entre adolescentes do sexo feminino, ter muitos seguidores se associou a maior presença de sintomas depressivos.

Especialistas relacionam esse resultado às pressões estéticas e sociais nas plataformas digitais. As redes frequentemente incentivam comparação constante. Assim, meninas podem sentir maior cobrança por aparência e popularidade.

Entre meninos, porém, essa relação apareceu como neutra ou levemente protetora.

Educação digital pode reduzir riscos

Diante desse cenário, especialistas defendem educação digital desde cedo. Pais, escolas e instituições podem orientar jovens sobre uso saudável da tecnologia.

Além disso, especialistas recomendam conversar sobre exposição online, privacidade e equilíbrio digital. Essas estratégias ajudam adolescentes a desenvolver consciência crítica sobre as redes sociais.

Portanto, orientar jovens sobre tecnologia torna-se tão importante quanto ensiná-los a dirigir. Afinal, compreender riscos digitais também protege a saúde mental.

Com base em informações do portal Metrópoles.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.