Saúde e Bem-estar

Síndrome de Ménière? Leia a entrevista e veja se você tem

Entrevista explica sinais, gatilhos e controle da síndrome de Ménière.

A foto alude à síndrome de ménière
Fonte: Freepik

Imagine um labirinto interno cheio de líquido que controla o equilíbrio e a audição. Quando esse sistema perde o controle, surgem sintomas intensos e incapacitantes. Assim se manifesta a Síndrome de Ménière, uma condição que afeta diretamente a qualidade de vida e exige atenção aos primeiros sinais. A partir desse aspectos, Viva Vida realizou entrevista sobre essa doença rara – a Sindrome de Ménière.

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Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, o otorrinolaringologista Dr. Carlos Eduardo Dilem da Silva explica como a doença evolui e como o paciente pode controlá-la. O especialista possui residência médica em Otorrinolaringologia e mestrado em Neurociências pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro. Além disso, ele possui título pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial e atua como professor na Faculdade de Medicina MULTIVIX, em Cachoeiro de Itapemirim (ES).

Leia também – Pe. Fábio de Melo e a Síndrome de Ménière: riscos e cuidados

1) Como a doença afeta o equilíbrio e a audição?

Segundo o otorrinolaringologista Carlos Eduardo Dilem da Silva, os primeiros sinais aparecem de forma sutil. Inicialmente, o paciente sente o ouvido tampado. Em seguida, surge o zumbido persistente.

Ao mesmo tempo, a audição oscila e pode falhar em alguns momentos. Com o passar do tempo, no entanto, as crises evoluem. Então, surgem episódios de vertigem intensa.

Durante essas crises, o paciente percebe tudo girando ao redor. Além disso, náuseas e vômitos acompanham o quadro. Em fases mais avançadas, a audição piora, sobretudo para sons graves.

Consequentemente, o equilíbrio se torna mais sensível. Por isso, o paciente evita movimentos bruscos e situações de risco.

2) O que desencadeia ou agrava as crises?

De acordo com o especialista, diversos fatores funcionam como gatilhos. Primeiramente, o consumo excessivo de sal altera a pressão do líquido interno. Logo depois, estresse e ansiedade intensificam os sintomas.

Além disso, cafeína e álcool favorecem novas crises. Da mesma forma, noites mal dormidas prejudicam o controle da doença. O tabagismo também agrava o quadro.

Por outro lado, o paciente pode prevenir crises com hábitos simples. Reduzir o sal, por exemplo, ajuda diretamente. Em seguida, manter boa hidratação contribui para o equilíbrio do organismo.

Ainda assim, dormir bem e controlar o estresse fazem diferença significativa. Portanto, uma rotina equilibrada reduz episódios e melhora o bem-estar.

3) Como os tratamentos controlam a doença?

Embora a doença não tenha cura, o tratamento oferece controle eficaz. Inicialmente, o médico orienta mudanças no estilo de vida. Em paralelo, ele prescreve medicamentos para reduzir vertigens. Além disso, o uso de diuréticos ajuda a regular o excesso de líquido. Em casos específicos, o especialista aplica medicamentos diretamente no ouvido.

Outra estratégia envolve a reabilitação vestibular. Nesse processo, o paciente realiza exercícios que treinam o cérebro. Assim, ele aprende a lidar melhor com a tontura.

Em situações raras, o médico indica cirurgia. Ainda assim, a maioria dos pacientes responde bem ao tratamento clínico.

Portanto, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. Com acompanhamento adequado, o paciente retoma suas atividades e melhora sua qualidade de vida.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.