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Os três pilares fundamentais para o futebol capixaba retornar à Série A

Para quebrar esse jejum de décadas, os clubes locais precisam superar obstáculos financeiros e estruturais significativos.

futebol capixaba Série A
Foto: Divulgação

O futebol do Espírito Santo vive um momento de reestruturação técnica e administrativa. Contudo, o torcedor ainda se pergunta quando verá novamente um representante do estado na Série A do Campeonato Brasileiro.

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A última vez que isso ocorreu foi em 1993, com a Desportiva Ferroviária no antigo formato da competição. Desse modo, para quebrar esse jejum de décadas, os clubes locais precisam superar obstáculos financeiros e estruturais significativos.

Leia também: Garantia por décadas? Como o prêmio da Copa do Brasil transformaria as finanças dos times capixabas

Consolidação do calendário nacional

Atualmente, duas equipes capixabas lutam para se manterem competitivas na Série D: Rio Branco e Porto Vitória. No entanto, o primeiro passo para o crescimento exige o acesso imediato à Série C.

Isso porque, essa ascensão garante um calendário de jogos que preenche todo o ano letivo do futebol. Consequentemente, a presença constante em campo assegura cotas de televisão mínimas e exposição de marca.

Assim, sem um calendário cheio, as diretorias enfrentam dificuldades extremas para manter atletas de alto nível e atrair patrocinadores de peso.

Aporte financeiro e gestão profissional (SAF)

O abismo financeiro entre a realidade capixaba e a elite nacional é impressionante. Enquanto a Série A exige folhas salariais que ultrapassam os R$ 5 milhões mensais, as maiores folhas do estado giram entre R$ 250 mil e R$ 300 mil.

Ou seja, para reduzir essa distância, a transformação em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) surge como a via mais rápida. Clubes como Rio Branco-ES e Desportiva já sinalizaram movimentos nesse sentido. O motivo é que esse modelo injeta o capital necessário para modernizar infraestruturas e viabilizar contratações estratégicas.

Aproveitamento de premiações estratégicas

Nesse sentido, a Copa do Brasil representa a maior fonte de receita imediata no futebol brasileiro. Se um time capixaba realizar uma campanha histórica e avançar até as fases finais, ele acumulará premiações milionárias.

Assim, esse montante serve como o capital de giro ideal para montar um elenco capaz de disputar a Série B, que é o degrau imediato para a elite. Portanto, o sucesso em competições de mata-mata funciona como um atalho financeiro para o desenvolvimento do clube.

Cenários e probabilidades

Desse modo, a análise das chances de acesso varia conforme o tempo de implementação dessas melhorias:

  • Curto prazo (1 a 2 anos): A probabilidade é de apenas 1%. O foco institucional permanece na Série D e na busca por avanços na Copa do Brasil.
  • Médio prazo (5 anos): As chances sobem para 15%. Esse cenário depende de investimentos reais via SAF e da modernização dos Centros de Treinamento (CTs).
  • Longo prazo (10 anos): A probabilidade atinge 35%. O sucesso depende da manutenção da gestão profissional e do fortalecimento do Campeonato Capixaba, atraindo maior público e renda.

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Formada em Licenciatura Letras Português/Literatura. Experiência com assessoria pública e gestão administrativa. Atua na parte esportiva do Aqui Notícias e é cooperadora do podcast esportivo: Linha de Fundo, apresentado toda segunda, quarta e sexta.