Anvisa autoriza estudo clínico para testar polilaminina em humanos
Anvisa inicia avaliação clínica inédita da polilaminina em pacientes com trauma raquimedular agudo.

A Anvisa autorizou, nesta segunda-feira, o início de um estudo clínico de fase 1. A pesquisa avalia a segurança do uso da polilaminina em humanos. O estudo foca pacientes com trauma raquimedular agudo. A decisão marca um avanço regulatório relevante. Além disso, abre caminho para novas terapias experimentais.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA empresa Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos patrocina o estudo. Segundo a Anvisa, o foco inicial é exclusivamente a segurança. Portanto, a pesquisa ainda não avalia eficácia clínica.
Mesmo assim, o avanço gera expectativa científica. Sobretudo, entre especialistas em lesão medular.
Leia também – Capixaba relata esperança após terapia com polilaminina
O que é a polilaminina
A polilaminina é uma proteína presente em vários organismos. Inclusive, o corpo humano produz essa substância naturalmente. Ela participa de diferentes processos biológicos. No estudo, os pesquisadores utilizarão laminina polimerizada. A aplicação ocorrerá diretamente na área lesionada.
A formulação testada usa laminina extraída de placenta humana. Essa substância forma a base da polilaminina. Até agora, o mecanismo de ação ainda não está totalmente esclarecido. Mesmo assim, estudos preliminares indicaram potencial terapêutico. Por isso, a Anvisa autorizou o avanço clínico.
Objetivo e perfil dos participantes
O estudo incluirá cinco pacientes adultos. A idade varia entre 18 e 72 anos. Todos apresentam lesão completa da medula torácica. As lesões ocorreram há menos de 72 horas. Além disso, os pacientes precisam de cirurgia indicada.
Os centros de pesquisa ainda serão definidos. A empresa informará os locais à Anvisa posteriormente. Neste momento, a prioridade é avaliar riscos potenciais. Assim, a equipe monitora eventos adversos cuidadosamente. Esse acompanhamento garante proteção aos participantes.
A empresa deve registrar todos os eventos adversos. Inclusive, aqueles considerados não graves.
Além disso, precisa comunicar reações graves imediatamente. A Anvisa acompanha todo o processo regulatório. Qualquer mudança exige autorização prévia da Agência.
Os pesquisadores também monitoram possíveis respostas imunológicas. O organismo pode produzir anticorpos contra a polilaminina. Esse risco exige vigilância contínua. Portanto, a segurança orienta todas as etapas do estudo.
Histórico e contexto científico
A Cristália apresentou os primeiros dados entre 2022 e 2023. Desde então, a Anvisa prestou apoio técnico e científico. Os dados iniciais vieram de laboratório e testes em animais. Alguns poucos pacientes também participaram dessas etapas. Esses estudos não visavam registro comercial.
A pesquisa clínica segue padrões éticos rigorosos. Além disso, cumpre as Boas Práticas Clínicas. A Anvisa fiscaliza todo o desenvolvimento. Assim, garante segurança e transparência científica.
Com base em dados do portal Anvisa.