Saúde e Bem-estar

AVC: nova terapia com células-tronco renova a esperança

Células-tronco oferecem esperança real para recuperar o cérebro após um AVC - leia e se informe.

A foto mostra um AVC
Foto: Freepik

Todos os anos, um AVC transforma vidas em poucos minutos. Um vaso se fecha, o sangue não alcança o tecido cerebral e os neurônios começam a morrer rapidamente. Embora os tratamentos emergenciais avancem, eles ainda não devolvem ao cérebro a capacidade natural de regeneração. Portanto, milhares de pessoas convivem com sequelas motoras e cognitivas que limitam a autonomia, ampliam o risco de depressão e dificultam a retomada da rotina. Apesar disso, a medicina regenerativa abre novas possibilidades concretas.

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Ao mesmo tempo, estudos conduzidos por centros de pesquisa internacionais mostram que terapias celulares podem reconstruir circuitos danificados e restaurar funções perdidas. E isso ocorre porque as células-tronco conseguem se transformar em novos neurônios, integrar redes existentes e criar conexões essenciais. Assim, uma área antes considerada irrecuperável passa a responder a estímulos e a retomar parte de seu desempenho. Dessa forma, nasce um caminho inovador no cuidado pós-AVC.

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Por que as células-tronco podem transformar o tratamento?

A medicina regenerativa busca substituir tecidos destruídos e reativar funções perdidas. Para isso, utiliza células capazes de sobreviver, amadurecer e cumprir papéis essenciais no cérebro. Grandes universidades e centros médicos já demonstram que essas terapias podem:

  • substituir neurônios mortos;
  • estimular novas conexões;
  • fortalecer circuitos neuronais sobreviventes;
  • reduzir sequelas motoras;
  • melhorar funções cognitivas.

Contudo, o AVC apresenta desafios próprios. As lesões costumam atingir vários tipos de células, além de vasos sanguíneos e redes complexas. Assim, não basta que novas células sobrevivam: elas precisam enviar axônios, formar sinapses e participar das rotas que transportam informação.

Engenharia genética amplia o potencial das terapias

Pesquisas recentes utilizam engenharia genética para tornar as células-tronco mais eficazes e resistentes. Instituições globais incorporam genes que estimulam o crescimento de axônios e a formação de sinapses, o que facilita a integração funcional no cérebro lesionado. Esse processo acelera a reorganização dos circuitos e aumenta a chance de uma recuperação mais ampla.

Debate ético e novas soluções

A tecnologia também exige responsabilidade. Hoje, centros avançados utilizam células-tronco induzidas, criadas a partir das próprias células do paciente. Essa técnica reduz rejeição, evita embriões e atende normas internacionais rigorosas. Assim, o debate deixa de ser “podemos fazer?” e passa a ser “como fazer de forma segura e ética?”.

Com informações do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.