Saúde e Bem-estar

Café todos os dias pode reduzir risco de demência, aponta estudo

A pesquisa acompanhou quase 132 mil homens e mulheres desde a década de 1980, em grandes estudos populacionais voltados à saúde.

Demência
Foto: Ilustrativa/Freepik

Tomar café diariamente pode trazer mais benefícios do que apenas disposição. Um estudo publicado no periódico científico JAMA indicou que o consumo moderado de cafeína está associado a menor risco de desenvolver demência e a um declínio cognitivo mais lento ao longo dos anos.

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A pesquisa acompanhou quase 132 mil homens e mulheres desde a década de 1980, em grandes estudos populacionais voltados à saúde. Ao longo de até quatro décadas, os cientistas analisaram hábitos alimentares e evolução clínica dos participantes. Como resultado, observaram que aqueles que relataram maior ingestão de cafeína apresentaram cerca de 18% menos risco de desenvolver demência em comparação com pessoas que consumiam pouca ou nenhuma quantidade.

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Além disso, os pesquisadores identificaram que o grupo com consumo moderado manteve desempenho cognitivo mais estável ao longo do tempo. Embora o estudo não estabeleça relação direta de causa e efeito, os dados reforçam a hipótese de que certos componentes do café podem exercer efeito protetor sobre o cérebro.

O que é demência?

A demência, por sua vez, não corresponde a uma única doença, mas a um conjunto de sinais e sintomas. Entre eles, estão esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, perda de compromissos e dificuldade para lembrar nomes. Em estágios mais avançados, o quadro pode comprometer a autonomia da pessoa.

No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar para pacientes com demência, incluindo casos de Alzheimer. O diagnóstico precoce, portanto, permite iniciar intervenções que podem retardar a progressão dos sintomas, aliviar a sobrecarga familiar e melhorar a qualidade de vida.

Segundo dados do Ministério da Saúde, até 45% dos casos de demência podem ser prevenidos ou retardados com mudanças no estilo de vida e controle de fatores de risco. Nesse contexto, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física, controlar doenças crônicas e estimular a mente são estratégias recomendadas.

Embora o café não substitua hábitos saudáveis nem acompanhamento médico, o estudo amplia o debate sobre o papel da alimentação na saúde cerebral. Além disso, reforça a importância de escolhas conscientes ao longo da vida.

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Com mais de 23 anos de experiência na área, e passagens por diversos veículos de comunicação do Estado, atua no portal AQUINOTICIAS.COM desde 2021, e está em sua segunda passagem pelo veículo, somando mais de 11 anos de empresa. Formada em História e pós-graduada em Jornalismo Político, atuou também em assessoria de imprensa por mais de 15 anos, além de passagem por emissoras de rádio, TV e revistas em Cachoeiro de Itapemirim.