Saúde e Bem-estar

Calor extremo piora apneia e preocupa especialistas

Calor intenso piora a apneia e afeta a qualidade do sono.

A foto mostra cena de apneia
Fonte: Freepik

Noites muito quentes impactam mais do que o conforto. Segundo um estudo recente, onda de calor agrava apneia do sono. Assim, temperaturas elevadas agravam um distúrbio que já compromete a respiração durante o descanso.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

A pesquisa analisou dados de milhares de adultos. Como resultado, os cientistas identificaram uma relação consistente entre calor e piora da apneia. Portanto, o cenário acende um alerta importante.

Leia também – Ronco e cansaço ao acordar podem indicar apneia do sono

Estudo mostra aumento progressivo do risco

Os pesquisadores observaram mais de 67 mil pessoas em 17 países europeus. Durante os verões entre 2020 e 2024, eles monitoraram o sono com sensores específicos. Em seguida, cruzaram essas informações com dados climáticos.

Os resultados indicaram um aumento gradual da apneia. Para cada grau a mais na temperatura, a prevalência cresceu 1,12%. Dessa forma, o calor intensifica o problema de maneira contínua.

Além disso, os cientistas definiram ondas de calor como períodos com pelo menos três noites seguidas de temperaturas elevadas. Nesse contexto, os episódios de apneia se tornaram mais frequentes.

Por que o calor piora a apneia

O organismo precisa reduzir a temperatura corporal para iniciar o sono. No entanto, ambientes quentes dificultam esse processo. Consequentemente, o corpo não consegue regular o descanso de forma adequada.

Esse desequilíbrio fragmenta o sono. Ou seja, a pessoa acorda mais vezes durante a noite. Como resultado, a respiração se torna instável, favorecendo episódios de apneia.

Além disso, o estresse térmico pode provocar respostas inflamatórias. Ao mesmo tempo, ele sobrecarrega o sistema cardiovascular. Portanto, o impacto vai além do desconforto momentâneo.

Grupos mais vulneráveis exigem atenção

Pacientes com apneia moderada ou grave enfrentam maior risco. Da mesma forma, idosos e pessoas com doenças cardíacas apresentam mais vulnerabilidade. Por isso, esses grupos precisam de cuidados redobrados durante o calor.

Nesse cenário, especialistas recomendam medidas simples. Manter o quarto fresco melhora a qualidade do sono. Em seguida, o uso correto do CPAP ajuda a estabilizar a respiração.

Mudanças climáticas ampliam o desafio

O estudo amplia o debate sobre os efeitos do aquecimento global. Até então, muitos associavam o problema apenas a doenças infecciosas. No entanto, a pesquisa mostra impacto direto nos distúrbios do sono.

Ainda que o estudo não comprove causa definitiva, ele reforça um alerta consistente. Portanto, adaptar hábitos se torna essencial para proteger a saúde.

Em síntese, noites mais quentes exigem atenção e ajustes na rotina. Assim, pequenas ações podem reduzir riscos e melhorar o bem-estar.

Com base em informações do portal Metrópoles.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.