Saúde e Bem-estar

Capixaba relata esperança após terapia com polilaminina

A foto mostra Luiz Fernando, paciente que recebeu polilaminina
Foto: Aqrquivo Pessoal

Um paciente do SUS, da cidade de Iconha, no Espírito Santo, recebeu polilaminina após autorização da Justiça Federal. O tratamento experimental para lesão medular segue com acompanhamento médico, apresenta evolução estável e busca favorecer a reorganização das conexões nervosas, embora ainda aguarde liberação da Anvisa.

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A polilaminina faz parte de uma linha de pesquisa coordenada pela bióloga e professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Desenvolvida ao longo de mais de duas décadas, a substância deriva da laminina, proteína associada ao desenvolvimento do sistema nervoso.

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A equipe responsável reuniu especialistas de diferentes áreas. O neurocirurgião Dr. Bruno Alexandre Cortes veio do Rio de Janeiro para realziar o procedimento e aplicar a polilaminina. O trabalho contou ainda com a participação do médico capixaba Dr. Olavo Franco, que integra a equipe multidisciplinar envolvida no acompanhamento do caso. Dessa forma, a ação articulou ciência, decisão judicial e assistência médica especializada. O paciente seguirá sob monitoramento prolongado para avaliação dos resultados.

Decisões judiciais ampliam o uso experimental

Além do Espírito Santo, decisões judiciais autorizaram o uso experimental da polilaminina em pacientes com lesão medular aguda no Rio de Janeiro e na Bahia. Nessas situações, a aplicação depende da ausência de impedimentos médicos e do cumprimento das determinações legais.

A articulação entre governo estadual, Justiça, equipe médica e familiares permitiu o acesso do paciente capixaba ao tratamento fora dos trâmites convencionais. Enquanto isso, o laboratório responsável informou que segue cumprindo as decisões judiciais e mantém a substância em avaliação junto à Anvisa. Há expectativa de parcerias para acelerar o desenvolvimento da tecnologia no SUS, com apoio da UFRJ e da indústria farmacêutica Cristália.

Esperança e cautela na medicina regenerativa

Especialistas reforçam que, embora os primeiros resultados animem, ainda é cedo para afirmar eficácia definitiva. A substância passa por fases de estudo clínico e depende de autorização regulatória para uso mais amplo no país. Ainda assim, o caso marca um momento histórico no tratamento de lesões medulares no Brasil e reacende a esperança de milhares de pacientes com limitações motoras graves, como o depoimento de Luiz Fernando, de Iconha, comprova:

Vídeo: Arquivo Pessoal

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.