Saúde e Bem-estar

Cientistas descobrem método que pode frear o avanço da artrite

Pesquisa revela estratégia promissora para impedir a piora da artrite e preservar as articulações.

A foto mostra pessoa com artrite
Fonte: Freepik

Pesquisadores da Stanford Medicine, nos Estados Unidos, identificaram um método inovador que pode interromper a progressão da artrite. A equipe conseguiu estimular a regeneração da cartilagem, tecido que se desgasta com o envelhecimento. Além disso, os cientistas bloquearam uma proteína associada à piora da doença. Com isso, observaram respostas positivas em testes laboratoriais. Os resultados chamaram atenção da comunidade científica.

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Atualmente, os tratamentos disponíveis apenas aliviam dor e inflamação. No entanto, eles não recuperam a cartilagem já danificada. Por isso, muitos pacientes acabam recorrendo a próteses. Diante desse cenário, a nova técnica surge como alternativa promissora. Segundo os pesquisadores, o método pode atuar antes da perda total do movimento. Dessa forma, ele pode reduzir dores intensas e limitações funcionais.

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O que é a artrite e por que ela avança

A artrite provoca inflamação e desgaste das articulações. Com o tempo, a cartilagem se deteriora e aumenta o atrito entre os ossos. Como consequência, surgem dor, rigidez, inchaço e dificuldade de locomoção. Embora apareça com o envelhecimento, a doença também pode surgir após lesões. Atualmente, a medicina ainda não oferece cura definitiva.

No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas convivem com artrite. A condição atinge principalmente mulheres entre 30 e 50 anos. Portanto, novas abordagens terapêuticas se tornam urgentes. Nesse contexto, a ciência busca soluções que vão além do alívio temporário dos sintomas.

Como funciona o novo método científico

Os cientistas identificaram a proteína 15-PGDH como fator-chave no envelhecimento articular. Naturalmente, essa proteína aumenta com a idade. Consequentemente, ela reduz substâncias responsáveis pela reparação dos tecidos. Ao bloquear essa proteína, os pesquisadores estimularam a reconstrução da cartilagem.

Nos testes com camundongos idosos, a cartilagem do joelho ficou mais espessa após o tratamento. Além disso, os animais apresentaram menos sinais de artrite após lesões. Em paralelo, testes com cartilagem humana mostraram redução de substâncias que degradam a articulação. O tecido também apresentou sinais iniciais de regeneração.

Caminho promissor para novos tratamentos

Segundo os pesquisadores, no futuro, a técnica pode se transformar em comprimidos ou injeções. Diferente dos tratamentos atuais, o foco não seria apenas a dor. O objetivo seria ajudar o corpo a se recuperar. Assim, pacientes poderiam tratar a artrite precocemente. Com isso, haveria menor necessidade de cirurgias e próteses, melhorando a qualidade de vida.

Com base nas informações do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.