Saúde e Bem-estar

Cólica intensa, na adolescência, pode desenvolver dor crônica futura

Cólica intensa não deve ser ignorada: pode gerar dor crônica futura. Saiba como lidar com esse problema.

A foto mostra jovem com cólica menstrual
Foto: Freepik

Muitas adolescentes acreditam que sofrer com cólica intensa faz parte da menstruação. No entanto, estudos recentes mostram que dores severas nesse período podem aumentar o risco de desenvolver dor crônica na vida adulta.
Essa dor não se limita à região abdominal e pode se estender para costas, cabeça e articulações.
O acompanhamento de mais de mil meninas ao longo de 12 anos mostrou que cólicas fortes aos 15 anos aumentam significativamente a chance de dores persistentes aos 26 anos. Esses dados reforçam, desse modo, que a dor menstrual intensa não deve ser naturalizada. Conforme a pesquisa, a atenção médica precoce é essencial para prevenir anos de sofrimento e complicações futuras.

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Por que a dor se intensifica

A cólica menstrual, ou dismenorreia, surge pelas contrações uterinas que expulsam o sangue menstrual. Essas contrações liberam prostaglandinas, substâncias inflamatórias que aumentam a dor e reduzem o oxigênio nas fibras musculares do útero. Quando muito intensas, elas podem causar, principalmente, desconfortos generalizados pelo corpo. Além disso, fatores genéticos e individuais podem tornar algumas meninas mais sensíveis à dor.
Algumas adolescentes desenvolvem, dessa forma, uma “memória dolorosa” no sistema nervoso, que amplifica a percepção da dor ao longo da vida.

Sintomas relacionados à cólica intensa

  • Dor nas costas
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Dor abdominal intensa
  • Desconforto nas articulações e pernas
  • Ansiedade e depressão

Esse conjunto de sintomas pode formar um ciclo que aumenta ainda mais a sensibilidade à dor.

Estratégias de prevenção e manejo

Nenhuma dor intensa deve ser considerada normal. O manejo da cólica envolve medidas farmacológicas e não farmacológicas:

Medidas farmacológicas:

  • Analgésicos simples (dipirona, ibuprofeno)
  • Anticoncepcionais hormonais
  • Ácido tranexâmico para reduzir o fluxo menstrual

Medidas não farmacológicas:

  • Exercícios físicos regulares
  • Sono adequado
  • Alimentação equilibrada
  • Bolsa de água quente para relaxar músculos
  • Suporte emocional e engajamento social

Essas estratégias reduzem a intensidade da dor e previnem que se torne crônica.

De acordo com o estudo, é importante reforçar que cólica intensa não deve ser ignorada. Políticas públicas de educação menstrual e saúde reprodutiva na adolescência são fundamentais. Prevenir dor crônica exige cuidado com o corpo, atenção emocional e intervenção precoce.

Com base em informações do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.