Saúde e Bem-estar

Consumo feminino de álcool cresce e preocupa médicos

Consumo abusivo de álcool entre mulheres cresce no Brasil e aumenta mortes e internações.

A foto mostra mulheres consumindo álcool
Foto: Freepik

O consumo abusivo de álcool entre mulheres aumentou no Brasil nos últimos anos. Além disso, os impactos na saúde feminina cresceram de forma significativa. Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool mostram um cenário preocupante. Entre 2013 e 2023, as mortes atribuídas ao álcool entre mulheres cresceram 20%.

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Além disso, as internações relacionadas ao consumo da substância também avançaram. Entre 2014 e 2024, hospitalizações aumentaram 41%. Portanto, especialistas reforçam um alerta de saúde pública. O crescimento do consumo feminino exige atenção urgente. Sobretudo porque o organismo feminino reage de forma diferente ao álcool.

Leia também – Menopausa: por que o álcool piora os sintomas

Consumo abusivo feminino também aumentou nas últimas décadas

Outro dado reforça essa preocupação. Pesquisas do sistema Vigitel mostram aumento expressivo do consumo abusivo feminino. Em 2006, cerca de 9,2% das mulheres relataram episódios de ingestão excessiva de álcool. Entretanto, em 2024, esse percentual subiu para 15,7%.

Consequentemente, o crescimento acompanha o aumento dos problemas de saúde associados à bebida. Especialistas observam que o avanço ocorre em ritmo mais intenso entre mulheres. Assim, o tema ganhou destaque em estudos recentes sobre saúde pública.

Mulheres apresentam maior vulnerabilidade biológica ao álcool

Especialistas explicam que o organismo feminino responde de maneira diferente ao álcool. Mulheres possuem menor quantidade de água corporal. Além disso, produzem menos enzimas responsáveis pela metabolização da substância.

Como resultado, o álcool permanece por mais tempo no organismo feminino. Dessa forma, mesmo pequenas quantidades podem causar efeitos mais intensos. Consequentemente, mulheres desenvolvem doenças relacionadas ao álcool mais cedo.

Por isso, profissionais de saúde defendem maior conscientização sobre os riscos. Informar a população ajuda a prevenir danos futuros.

Falta de informação ainda dificulta prevenção

Apesar das evidências científicas, muitas pessoas desconhecem essa vulnerabilidade. Uma pesquisa realizada pelo Ipec revelou um dado preocupante.

Homens e mulheres entre 18 e 34 anos demonstraram desconhecer diferenças biológicas entre os sexos. Além disso, muitos entrevistados mostraram resistência a essa informação.

Especialistas defendem que ampliar o conhecimento representa uma estratégia essencial de prevenção. Quando mulheres entendem os riscos, elas podem tomar decisões mais conscientes sobre consumo.

Impactos do álcool aparecem em várias fases da vida

O consumo de álcool pode afetar diferentes etapas da vida feminina. Durante a idade reprodutiva, a bebida pode interferir no ciclo menstrual. Além disso, pode afetar a ovulação e reduzir as chances de gravidez.

Durante a perimenopausa e a menopausa, os efeitos também se intensificam. O álcool pode aumentar ondas de calor, sudorese noturna e alterações de humor. Além disso, muitas mulheres relatam piora da qualidade do sono.

Na pós-menopausa, o consumo pode agravar outros problemas. A queda natural do estrogênio já altera o metabolismo ósseo. Portanto, o álcool pode reduzir a absorção de cálcio e aumentar o risco de osteoporose.

Consumo de álcool também se associa a doenças graves

Especialistas também associam o consumo excessivo a diversas doenças. Entre elas aparecem problemas hepáticos, doenças cardiovasculares e transtornos mentais.

Além disso, pesquisas apontam relação entre álcool e câncer de mama. Estudos indicam que cada 10 gramas de álcool consumidos diariamente aumentam em cerca de 7% o risco da doença.

Mesmo níveis considerados moderados podem elevar esse risco. O consumo de uma ou duas doses diárias pode aumentar a probabilidade entre 30% e 50%.

Álcool também aumenta exposição à violência

O consumo de álcool também influencia fatores sociais e comportamentais. A substância pode reduzir a percepção de risco. Consequentemente, aumenta a vulnerabilidade em determinadas situações.

Pesquisadores apontam maior exposição a acidentes, relações sexuais desprotegidas e episódios de violência. Além disso, o álcool pode aumentar a probabilidade de abuso e assédio.

Por isso, especialistas defendem uma abordagem ampla sobre o tema. O debate deve envolver saúde física, mental e segurança social.

Com base em informações do portal Globo.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.