Convulsão no BBB: como agir com segurança em uma crise
Saber como agir em uma convulsão ajuda a proteger a vítima até a chegada de ajuda médica.

Quando alguém presencia uma convulsão, o choque costuma ser imediato. O episódio envolvendo Henri Castelli no BBB 26 ampliou essa discussão. A exposição, no entanto, não muda a prioridade do momento. É preciso agir com calma e foco na segurança. Assim, mesmo um leigo pode ajudar corretamente.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiNo reality, o ator sofreu uma crise durante uma prova física intensa. A produção acionou atendimento médico rapidamente. Após exames, ele recebeu alta e retornou ao programa. No entanto, uma nova convulsão levou à hospitalização novamente. Por orientação médica, ele deixou a competição.
Leia também – Convulsão: o que fazer e o que evitar durante o episódio
O que é uma convulsão e por que causa medo
A convulsão ocorre por uma atividade elétrica anormal no cérebro. Ela pode causar perda de consciência e movimentos involuntários. Além disso, surgem rigidez muscular, salivação e respiração ruidosa. Consequentemente, quem observa tende a se assustar. No entanto, muitas crises duram poucos minutos e cessam sozinhas.
As causas variam bastante e incluem epilepsia e febre alta. Também envolvem infecções, quedas e alterações metabólicas. Além disso, estresse, desidratação e esforço físico funcionam como gatilhos. Por isso, crises podem surgir em eventos esportivos ou provas de resistência. Logo, informação correta reduz riscos e atitudes inadequadas.
Como um leigo deve agir durante a convulsão
- Proteja sem tentar conter os movimentos: essa conduta reduz o risco de lesões durante a crise.
- Afaste objetos duros ou cortantes: retire do entorno tudo o que possa causar ferimentos.
- Proteja a cabeça: coloque algo macio, como uma roupa dobrada, para evitar impactos.
- Mantenha o ambiente calmo e silencioso: diminua barulho e estímulos ao redor da pessoa.
O que nunca fazer em uma convulsão
- Nunca coloque objetos ou dedos na boca da pessoa: essa atitude pode provocar engasgo, quebra de dentes ou ferimentos na boca.
- Não segure braços ou pernas com força: conter os movimentos não interrompe a crise e pode causar lesões ou fraturas.
- Não ofereça água, comida ou medicamentos: durante a convulsão, a pessoa não consegue engolir com segurança, o que aumenta o risco de aspiração.
Quando acionar o serviço de emergência
- Crise com duração superior a cinco minutos: esse tempo indica necessidade de atendimento de emergência.
- Convulsões repetidas sem recuperação entre elas: exigem socorro médico imediato.
- Dificuldade para respirar após a crise: representa sinal de alerta grave.
- Primeiro episódio convulsivo: sempre requer avaliação médica, mesmo que a crise cesse sozinha.
- Gestantes e crianças pequenas: precisam de atendimento imediato em qualquer episódio convulsivo.
Cuidados após o fim da crise
Após os movimentos cessarem, coloque a pessoa de lado. Essa posição reduz o risco de engasgo. Afrouxe roupas apertadas e fale com calma. Explique o que ocorreu de forma simples. Consequentemente, a pessoa se sente mais segura.
Por que informação salva vidas
O caso de Henri Castelli mostrou a importância da reação correta. Antes da equipe médica, leigos atuam na proteção inicial. Ações adequadas evitam traumas e sufocamento. Por isso, informação substitui mitos perigosos. Dessa forma, conhecimento básico se torna ferramenta de cuidado coletivo.
Com base nas informações do portal Terra.