Dia do Hemofílico: esporte melhora saúde e qualidade de vida
Com orientação adequada, pessoas com hemofilia podem praticar esportes e fortalecer músculos e articulações.

04 de janeiro é o dia que marca a conscientização sobre a hemofilia no Brasil. A data foi escolhida em homenagem ao cartunista Henfil, que faleceu em 04/01/1988. Durante muitos anos, pessoas com hemofilia evitaram exercícios físicos. O medo de sangramentos afastava pacientes do esporte. No entanto, esse cenário mudou. Atualmente, especialistas recomendam a prática de atividades físicas. Além disso, o exercício contribui para mais saúde e autonomia. Assim, o movimento passou a integrar o tratamento.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO Centro Estadual de Hemoterapia e Hematologia Marcos Daniel Santos, o Hemoes, reforça essa orientação. A instituição oferece consultas especializadas gratuitas. Dessa forma, cada paciente recebe indicação segura. Consequentemente, o esporte se torna aliado da qualidade de vida. O Dia do Hemofílico, lembrado em 4 de janeiro, reforça essa mensagem.
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Hemofilia exige cuidado, mas não impede movimento
A hemofilia é uma doença genética rara. Ela afeta a coagulação do sangue. A condição ocorre por deficiência dos fatores de coagulação. Assim, sangramentos podem se prolongar após pequenos traumas. Ainda assim, o controle adequado permite vida ativa.
No Espírito Santo, 472 pessoas vivem com hemofilia. Desse total, 347 têm Hemofilia A. Outras 125 convivem com Hemofilia B. Todos recebem acompanhamento pelo Hemoes. Além disso, a rede de saúde oferece suporte contínuo. Portanto, o cuidado vai além do tratamento medicamentoso.
Avaliação individual garante prática segura
Segundo a fisioterapeuta do Hemoes, Larissa Arnoni Alves Marchiori, a avaliação física orienta a prática esportiva. O profissional analisa músculos e articulações. Assim, indica atividades compatíveis com cada quadro clínico. Além disso, considera preferências pessoais do paciente.
A atividade física fortalece os músculos. Como resultado, as articulações ficam mais estáveis. Dessa forma, o risco de sangramentos diminui. Consequentemente, o paciente ganha mobilidade e independência. Portanto, o exercício se torna parte essencial do cuidado.
Diversas modalidades são permitidas
No Brasil, especialistas classificam esportes conforme o risco de sangramento. Mesmo assim, muitos pacientes podem praticar atividades variadas. Musculação, pilates, futebol, vôlei e basquete entram na lista. Inclusive, exercícios de impacto são possíveis em alguns casos.
Pacientes com hemofilia leve, moderada ou grave podem se exercitar. Para isso, precisam seguir orientação profissional. Além disso, devem respeitar os dias de reposição dos fatores 8 e 9. Com acompanhamento adequado, a prática ocorre com segurança.
Atenção aos sinais evita complicações
Durante a atividade física, reconhecer sinais precoces é fundamental. Inchaço, dor, rigidez ou limitação de movimento indicam alerta. Nesses casos, a ação precisa ser imediata. Aplicar o fator de coagulação reduz riscos.
Além disso, recomenda-se repouso da articulação afetada. O gelo com compressão ajuda a controlar o sangramento. Ele deve ser aplicado por 20 minutos a cada duas horas. Em membros inferiores, o uso de muletas por 48 horas auxilia na recuperação. Assim, o cuidado rápido evita complicações.
Com base nas orientações do portal SESA-ES.