Endometriose: sinais no corpo que você ignora; fique alerta
Pesquisa internacional aponta que bactérias da boca, intestino e vagina podem ajudar a detectar endometriose.

Pesquisadores identificaram novas pistas para o diagnóstico da endometriose. O estudo analisou bactérias presentes na boca, no intestino e na vagina. Além disso, cientistas observaram diferenças claras entre mulheres com e sem a doença. Portanto, os resultados indicam que o microbioma pode revelar sinais importantes. Assim, especialistas discutem novas possibilidades para diagnósticos menos invasivos.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAtualmente, muitas mulheres enfrentam grande dificuldade para descobrir a doença. O diagnóstico costuma exigir cirurgia laparoscópica. Além disso, pacientes frequentemente aguardam anos até obter confirmação clínica. No entanto, novas pesquisas apontam caminhos mais simples. Dessa forma, testes baseados em amostras corporais podem acelerar a identificação da endometriose.
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Estudo identifica diferenças nas bactérias do corpo
Os pesquisadores analisaram o microbioma de dezenas de mulheres. Para isso, eles compararam três grupos diferentes. O estudo incluiu pacientes com endometriose confirmada, mulheres com outras doenças ginecológicas e participantes saudáveis.
Os cientistas coletaram amostras em três regiões principais:
- cavidade oral
- intestino, por meio de fezes
- vagina
Em seguida, os resultados mostraram diferenças importantes na composição bacteriana. As alterações apareceram principalmente na boca e no intestino.
Um dos achados mais relevantes revelou maior presença da bactéria Fusobacterium na boca de pacientes com endometriose moderada ou grave.
Boca, intestino e vagina funcionam de forma conectada
Especialistas explicam que o microbioma atua de forma integrada no organismo. Portanto, alterações em uma região podem influenciar outras partes do corpo.
Bactérias da boca, por exemplo, podem liberar toxinas ou componentes inflamatórios. Em seguida, essas substâncias entram na corrente sanguínea. Consequentemente, elas estimulam o sistema imunológico e aumentam processos inflamatórios.
Como a endometriose possui forte componente inflamatório, esse mecanismo pode contribuir para o desenvolvimento da doença. Além disso, pesquisas recentes também analisam alterações no microbioma vaginal. Em alguns casos, cientistas observam redução de lactobacilos. Essas bactérias normalmente protegem a vagina contra infecções.
Intestino também influencia a doença
O microbioma intestinal também pode desempenhar papel importante. Especialistas explicam que algumas bactérias intestinais regulam o metabolismo do estrogênio. Esse hormônio exerce influência direta sobre a endometriose. Portanto, alterações no microbioma intestinal podem modificar a forma como o estrogênio circula no organismo. Como resultado, essas mudanças podem favorecer a progressão da doença.
Diagnóstico menos invasivo pode surgir no futuro
Os cientistas acreditam que essas assinaturas bacterianas podem se tornar biomarcadores da doença. No futuro, médicos podem utilizar testes simples para ajudar no diagnóstico.
Esses exames poderiam incluir coleta com cotonete na boca ou na vagina. Assim, especialistas identificariam alterações bacterianas associadas à endometriose. Entretanto, pesquisadores ressaltam que os resultados ainda são iniciais. Estudos maiores precisarão confirmar esses achados. Mesmo assim, a descoberta representa avanço importante. Afinal, muitas mulheres aguardam anos até receber diagnóstico definitivo da doença.
Com base em informações do portal G1.
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