Saúde e Bem-estar

Febre infantil: nova diretriz muda temperatura e forma de tratar

Nova diretriz redefine febre infantil e muda forma de avaliar e tratar. Confira.

A foto mostra febre infantil
Foto: Freepik

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou a diretriz sobre febre em crianças. Agora, de acordo com a instituição, considera-se febre a temperatura de 37,5°C ou mais na axila — antes, o limite era 37,8°C. A mudança segue padrões internacionais e visa reduzir, dessa forma, a ansiedade excessiva dos pais, conhecida como “febrefobia”.

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A entidade reforça que a temperatura isolada não define a gravidade. O mais importante é observar o comportamento da criança e seu estado geral antes de medicar.

Por que o conceito mudou

O novo entendimento reconhece a *febre como um sinal de defesa natural, e não como doença. O aumento controlado da temperatura ajuda o organismo a combater vírus e bactérias. Já a *hipertermia ocorre por causas externas, como calor excessivo, e exige cuidado diferenciado.

Além disso, a variação natural da temperatura corporal pode chegar a 1°C ao longo do dia, especialmente em lactentes.

Leia também – Febre infantil: sinais de alerta e quando procurar o pronto-socorro

Quando procurar o pronto-socorro

De acordo com a SBP, os pais devem buscar atendimento médico se:

  • o bebê tiver menos de 3 meses;
  • a febre persistir ou ultrapassar 39,5°C;
  • houver sonolência, convulsões ou dificuldade para respirar;
  • ou se a criança tiver doenças crônicas ou imunossupressão.

Observar o comportamento é essencial: crianças alertas, bem hidratadas e responsivas costumam estar fora de risco.

Uso correto dos antitérmicos

Medicamentos como paracetamol, dipirona e ibuprofeno devem ser usados apenas em casos de desconforto evidente, como irritabilidade, perda de apetite ou insônia.
Em recém-nascidos, o paracetamol é o único indicado, com dosagem ajustada à idade.

A SBP alerta: não alterne antitérmicos. Essa prática aumenta o risco de intoxicação e não melhora o efeito.

O foco agora é o bem-estar

A atualização das diretrizes propõe avaliar a criança de forma integral, não apenas pelos graus no termômetro. Essa mudança busca reduzir o uso indevido de medicamentos e consultas desnecessárias, preservando o papel protetor da febre no organismo.

Com informações do portal Globo.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.