Saúde e Bem-estar

Gestantes: vacina contra VSR protege o bebê antes de nascer

A vacinação materna contra o VSR transfere anticorpos ao bebê e reduz internações por bronquiolite após o nascimento.

A foto mostra grávida sendo vacinada
Foto: Freepik

A inclusão da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço histórico na proteção de recém-nascidos contra a bronquiolite, uma das principais causas de internação infantil no país.

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A estratégia inicia a proteção ainda durante a gestação, por meio da chamada imunização passiva, quando a gestante produz anticorpos após a vacinação e os transfere ao bebê pelo cordão umbilical. Dessa forma, o recém-nascido já nasce com defesa temporária e eficaz nos primeiros meses de vida, período considerado mais vulnerável às infecções respiratórias.

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Vacina reduz internações

Além de antecipar a proteção, a vacina reduz a gravidade das infecções causadas pelo VSR, diminuindo internações, uso de oxigênio e complicações clínicas. Como o vírus circula com mais intensidade no outono e no inverno, a prevenção precoce se mostra ainda mais eficiente. Por esse motivo, especialistas avaliam a medida como uma mudança significativa na estratégia de saúde pública voltada à primeira infância.

O VSR é responsável por cerca de 75% dos casos de bronquiolite em recém-nascidos e por aproximadamente 40% das pneumonias em crianças menores de dois anos. No Brasil, milhares de casos de síndrome respiratória aguda grave já foram associados ao vírus, o que reforça a necessidade de ações preventivas mais abrangentes. Nesse contexto, a vacinação materna surge como uma resposta eficaz, segura e baseada em evidências científicas consolidadas.

Calendário Nacional de Vacinação da Gestante

A vacina passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e deve ser aplicada a partir da 28ª semana de gravidez. Esse período favorece uma resposta imunológica adequada da mãe e permite maior transferência de anticorpos ao feto. O Ministério da Saúde estabeleceu como meta imunizar 80% do público-alvo. Além disso, prevê a aquisição de milhões de doses até 2027, ampliando a cobertura em todo o território nacional.

De acordo com estudos, a ciência passou a contar com duas ferramentas importantes: a vacina e o anticorpo monoclonal. No caso das gestantes, a imunização permite que a mãe produza anticorpos e os transfira ao bebê, garantindo proteção logo no início da vida. Assim, a estratégia fortalece a prevenção, reduz o impacto da doença e contribui para um início de vida mais saudável.

De acordo com informações do portal Metrópoles.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.