Saúde e Bem-estar

Hiperconectados: por que é tão difícil largar as telas?

O uso constante de telas ativa o sistema de recompensa e dificulta o relaxamento.

A foto mostra pessoas hiperconectadas
Fonte: Freepik

Você tenta se afastar do celular por algumas horas. No entanto, sente inquietação quase imediata. Além disso, percebe irritação sem motivo claro. Mesmo durante o lazer, o desconforto aparece. Assim, o descanso se torna mais difícil do que deveria.

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Especialistas afirmam que o problema vai além do hábito. Na verdade, o cérebro se adapta ao excesso de estímulos. Consequentemente, ele passa a funcionar em alerta constante. Além disso, ativa circuitos ligados à recompensa e antecipação. Portanto, desconectar exige esforço neuroemocional real.

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Como a tecnologia altera o sistema de recompensa

O cérebro humano não evoluiu para estímulos contínuos. Entretanto, as plataformas digitais oferecem novidades constantes. Cada notificação gera pequena descarga de dopamina. Assim, o organismo associa tela a prazer imediato. Consequentemente, cria um ciclo de busca repetitiva.

Segundo especialistas, aplicativos exploram esse mecanismo. Eles oferecem recompensas rápidas e previsíveis. Além disso, estimulam curiosidade e expectativa constante. Com o tempo, o cérebro prioriza estímulos curtos. Portanto, atividades lentas perdem atratividade.

Ler um livro exige foco prolongado. Contemplar a natureza exige presença plena. No entanto, quem vive hiperestimulado sente dificuldade. Isso ocorre porque o cérebro prefere gratificação rápida. Assim, o descanso mental perde espaço.

O silêncio que incomoda

Muitas pessoas relatam desconforto ao desligar o celular. Além disso, confundem relaxamento com distração digital. Quando o aparelho se afasta, pensamentos emergem. Consequentemente, emoções antes evitadas aparecem. Portanto, o silêncio pode gerar ansiedade inicial.

Esse fenômeno não indica fraqueza individual. Na verdade, revela adaptação ao ambiente hiperconectado. O cérebro interpreta desconexão como perda de controle. Assim, ativa circuitos de alerta. Por isso, o corpo reage com inquietação. Entretanto, a exposição gradual ao silêncio ajuda.
Com repetição, o cérebro reaprende ritmos lentos. Além disso, reduz estado de vigilância contínua.
Consequentemente, melhora a capacidade de relaxar. Portanto, prática consistente transforma o padrão mental.

Estamos desaprendendo a descansar?

Na clínica, psicólogos observam sinais preocupantes. Muitos pacientes não toleram pausas sem estímulo. Além disso, checam o celular automaticamente. Sentem culpa quando não produzem conteúdo. Assim, mantêm o sistema nervoso em alerta prolongado.

Esse estado favorece ansiedade difusa. Também provoca cansaço constante. Além disso, aumenta sensação de esgotamento emocional. Com o tempo, o limiar de prazer se altera. Consequentemente, atividades simples parecem insuficientes.

A psiquiatra Anna Lembke, autora de Dopamine Nation, descreve esse processo como dessensibilização. Segundo ela, recompensas rápidas reduzem sensibilidade ao prazer. Assim, a pessoa busca estímulos cada vez mais intensos. Portanto, o ciclo se retroalimenta. Além disso, surgem sintomas semelhantes aos do vício.

É possível reequilibrar a relação com as telas?

Especialistas não defendem abandono total da tecnologia. Entretanto, recomendam uso consciente e intencional. Primeiramente, sugerem pausas programadas ao longo do dia. Além disso, indicam contato com a natureza sem metas produtivas. Também orientam exercícios de respiração e atenção plena.

O desconforto inicial faz parte do processo. Contudo, ele diminui com prática contínua.
O cérebro aprende que silêncio não ameaça. Pelo contrário, ele favorece recuperação emocional. Assim, reaprender a descansar se torna ato de saúde mental.

Em síntese, a hiperconectividade altera o cérebro. Entretanto, escolhas conscientes restauram equilíbrio. Portanto, pequenas mudanças diárias geram grande impacto. Além disso, fortalecem autonomia digital. E, finalmente, devolvem ao corpo o direito de desacelerar.

Com base em informações do portal Globo.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.