Saúde e Bem-estar

Janeiro Roxo alerta: hanseníase tem cura e diagnóstico precoce

Janeiro Roxo chama atenção para a hanseníase, destaca sintomas iniciais e reforça a importância do diagnóstico precoce.

A foto alune ao Janeiro Roxo - hanseníase
Foto: Freepik

Janeiro começa com um alerta necessário. O mês marca a campanha Janeiro Roxo. A iniciativa busca conscientizar sobre a hanseníase. Apesar dos avanços, a doença ainda desafia a saúde pública. Além disso, o preconceito segue como obstáculo silencioso. Portanto, informação correta salva vidas.

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A cor roxa simboliza luta e enfrentamento. Ao mesmo tempo, representa combate à desinformação histórica. Embora antiga, a hanseníase tem cura. No entanto, o diagnóstico tardio ainda causa sequelas. Por isso, campanhas educativas ganham relevância nacional.

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Brasil concentra altos índices da doença

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde, cerca de 200 mil novos casos surgem anualmente no mundo. Desses, aproximadamente 90% das ocorrências nas Américas estão no Brasil. Além disso, o país ocupa o segundo lugar global em registros, atrás apenas da Índia.

A hanseníase resulta da bactéria Mycobacterium leprae. Ela atinge a pele, os nervos periféricos, os olhos e a mucosa nasal. Portanto, o acompanhamento médico precoce evita complicações graves.

Sintomas iniciais exigem atenção imediata

Os primeiros sinais costumam gerar confusão. Muitas pessoas associam as manchas a alergias comuns. No entanto, manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou acastanhadas com perda de sensibilidade merecem investigação. Além disso, dormência, fraqueza muscular e espessamento dos nervos também indicam alerta.

Segundo a dermatologista Ana Carolina Sumam, o diagnóstico tardio causa sequelas permanentes. Quando o tratamento começa cedo, entretanto, o risco de incapacidades diminui drasticamente.

Como ocorre a transmissão da hanseníase

Diferente do senso comum, o toque não transmite hanseníase. O contágio ocorre por gotículas respiratórias. Além disso, exige contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas. O longo período de incubação, que pode chegar a sete anos, dificulta a identificação da origem.

Desigualdades regionais ainda impactam

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste concentram mais casos. Estados como Maranhão, Tocantins e Mato Grosso superam a média nacional. Essas áreas enfrentam maiores dificuldades de acesso à saúde. Além disso, fatores socioeconômicos influenciam diretamente os índices.

Diagnóstico precoce evita sequelas

O autoexame da pele ajuda na detecção precoce. Manchas que não doem nem coçam, mas perdem sensibilidade, exigem avaliação médica. Segundo a dermatologista Natasha Crepaldi, observar o próprio corpo interrompe a cadeia de transmissão.

Tratamento gratuito garante cura

O SUS oferece tratamento eficaz e gratuito. A poliquimioterapia combina antibióticos específicos. O tempo varia entre seis e dezoito meses. Após as primeiras doses, o paciente já não transmite a doença. Portanto, seguir o tratamento completo garante cura total.

Com base em informações do portal Terra.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.