Janeiro Verde reforça prevenção do câncer do colo do útero
Janeiro Verde destaca que prevenção e diagnóstico precoce reduzem drasticamente o câncer do colo do útero.

O mês de janeiro concentra ações de conscientização sobre o câncer do colo do útero. A campanha Janeiro Verde fortalece a prevenção e o diagnóstico precoce. Além disso, amplia o debate sobre cuidados ao longo da vida da mulher. Esse tipo de câncer figura entre os que mais impactam a saúde feminina.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEntretanto, ele também aparece entre os mais preveníveis. A vacinação contra o HPV reduz drasticamente os riscos. Além disso, o acompanhamento regular garante diagnóstico precoce. Por isso, a campanha reforça hábitos que salvam vidas. Informação e acesso fazem toda a diferença.
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Dados do Espírito Santo acendem alerta e mostram avanços
No Espírito Santo, o câncer do colo do útero registra cerca de 260 novos casos por ano. Além disso, o Estado apresenta a maior taxa de mortalidade do Sudeste. Segundo o INCA, a média chega a 5,12 óbitos por 100 mil habitantes. Esse índice supera a média nacional.
Apesar disso, os números recentes mostram avanços importantes. Em 2024, o Estado registrou 527 casos. Em 2025, esse número caiu para 142 diagnósticos. A redução alcançou 73%. O mesmo ocorreu com os óbitos, que diminuíram de 197 para 146 no período.
Prevenção precisa começar cedo e seguir na vida adulta
Segundo a referência técnica da Saúde da Mulher da Sesa, Christiani Pontara Faé, o cuidado começa na adolescência. No entanto, ele se intensifica entre os 25 e 64 anos. Nesse intervalo, o acompanhamento regular se torna essencial.
A especialista destaca que o câncer do colo do útero pode ser evitado. Para isso, a vacinação contra o HPV e o exame preventivo precisam acontecer no tempo certo. Assim, o Janeiro Verde reforça práticas simples. Essas ações protegem a saúde feminina ao longo da vida.
Tecnologia amplia diagnóstico precoce no Sul do Estado
Atualmente, municípios do Sul capixaba utilizam uma nova tecnologia de detecção do HPV. O teste molecular por PCR identifica a carga viral com maior sensibilidade. Além disso, ele detecta o vírus em estágios iniciais.
Diferentemente do Papanicolau tradicional, o exame molecular acelera o diagnóstico. Como resultado, o tratamento começa mais cedo. Ainda assim, o Papanicolau segue disponível nas UBS. Ele identifica lesões precursoras tratáveis e evita a progressão do câncer.
Cobertura vacinal contra o HPV supera a meta
O Espírito Santo alcançou cobertura vacinal de 99,77% em meninas em 2025. Esse índice supera a meta nacional de 90%. Em 2024, a cobertura já havia atingido 98,88%. Esses números reforçam a eficácia das campanhas.
No Brasil, o SUS oferece a vacina HPV para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. O imunizante protege contra tipos de baixo e alto risco. Assim, previne cânceres do colo do útero, pênis, ânus e boca. Prevenir segue como o melhor caminho.
Com base em informações do portal SESA-ES.