Menopausa: por que o álcool piora os sintomas
Durante a menopausa, o álcool age de forma diferente no corpo feminino e pode agravar sintomas físicos e emocionais.

A menopausa transforma profundamente o corpo da mulher. Nesse período, os ovários reduzem a produção hormonal. Como resultado, o organismo passa a reagir de outra forma. Além disso, hábitos antigos ganham novos efeitos. Portanto, o consumo de álcool merece atenção redobrada. Afinal, o corpo perde parte da proteção natural. Assim, sintomas se intensificam.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEsse debate ganhou destaque após o programa Roda Viva. A neurocientista Lisa Mosconi explicou os impactos do álcool na menopausa. Segundo ela, a bebida interfere no cérebro feminino. Além disso, piora o sono e o humor. Por isso, informação se torna essencial. Com conhecimento, escolhas ficam mais conscientes.
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O que acontece no organismo durante a menopausa
A menopausa marca o fim da fase reprodutiva. Ela ocorre com a queda do estrogênio e da progesterona. Essa mudança afeta todo o corpo. O cérebro sente primeiro. Em seguida, o metabolismo desacelera. Além disso, o sono se fragmenta. Por isso, o organismo reage diferente a substâncias comuns.
Por que o álcool pesa mais nessa fase
Segundo Lisa Mosconi, o álcool atua com mais intensidade na menopausa. Com menos estrogênio, o corpo inflama com mais facilidade. Além disso, a hidratação natural diminui. Muitas mulheres bebem para aliviar desconfortos. No entanto, o efeito pode ser contrário. Ou seja, o alívio inicial vira piora posterior.
Desidratação e impacto no cérebro
O álcool provoca desidratação porque inibe o hormônio antidiurético. Na menopausa, esse efeito se intensifica. Como consequência, surgem sintomas como:
- Dor de cabeça frequente;
- Cansaço excessivo;
- Ressecamento da pele;
- Queda de concentração.
Além disso, o cérebro sofre com a falta de água. Segundo a especialista, isso afeta memória e foco.
Sono fragmentado e insônia aumentam
Muitas mulheres acreditam que o álcool relaxa. Porém, na menopausa, isso raramente acontece. A bebida até induz o sono. Contudo, fragmenta o descanso. Assim, a mulher acorda cansada. Além disso, a insônia se intensifica. Portanto, o consumo noturno merece cautela.
Fogachos, humor e inflamação
O álcool dilata vasos sanguíneos. Por isso, intensifica os fogachos. Bebidas alcoólicas aumentam frequência e intensidade do calor súbito. Além disso, o humor oscila mais. Após o relaxamento inicial, podem surgir:
- Irritabilidade;
- Ansiedade;
- Tristeza;
- Sensação de vazio.
Somado a isso, o álcool aumenta inflamações. Ele piora dores articulares e afeta o intestino.
É preciso cortar o álcool?
Segundo Lisa Mosconi, não é necessário abolir totalmente. O ponto central é moderação. O consumo ocasional pode existir. No entanto, exige atenção aos sinais do corpo.
Dicas práticas:
- Evite beber em dias quentes;
- Nunca consuma álcool em jejum;
- Intercale bebida com água;
- Observe reações do corpo;
- Priorize qualidade, não quantidade.
Informação ajuda a atravessar a menopausa
A menopausa não é doença. Porém, exige adaptação. Com informação, a mulher faz escolhas melhores. Assim, protege o cérebro, o sono e a qualidade de vida.
Com base informações do portal Terra.