Mounjaro: Anvisa altera prescrição e divide profissionais
A nova regra da Anvisa ampliou a prescrição do Mounjaro e abriu um debate nacional sobre limites profissionais e segurança.

A recente atualização da Anvisa mudou o cenário do Mounjaro no país e ampliou quem pode prescrever o medicamento. A agência incluiu a indicação da tirzepatida para tratar apneia obstrutiva do sono ligada à obesidade, o que abriu espaço para novas interpretações técnicas. Com isso, dentistas que atuam em casos específicos de apneia passaram a integrar o grupo de profissionais aptos a prescrever o fármaco. Essa mudança provocou surpresa, reacendeu debates e colocou a regulamentação em evidência. Além disso, trouxe questionamentos sobre responsabilidades clínicas.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEssa ampliação acontece porque a apneia obstrutiva do sono envolve também avaliações odontológicas. Assim, a regra permitiu que profissionais da odontologia indiquem o medicamento dentro de situações alinhadas ao seu campo de atuação. Entretanto, esse cenário gerou preocupação, especialmente porque o Mounjaro é indicado para pessoas com obesidade e exige acompanhamento rigoroso. Apesar da expansão da prescrição, instituições de saúde reforçam que o uso demanda atenção clínica, avaliação individualizada e análise detalhada dos riscos. Assim, o debate ficou ainda mais intenso.
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Por que a regra mudou
A Anvisa atualizou a indicação do Mounjaro com base em novas evidências sobre apneia associada à obesidade. A mudança ampliou o escopo profissional e abriu discussões sobre limites entre áreas da saúde.
Pontos que motivaram a atualização
- A apneia obstrutiva do sono também passa por investigação odontológica.
- A nova leitura técnica permitiu prescrição compartilhada.
- O medicamento exige monitoramento contínuo.
- A alteração gerou divergências entre instituições.
- O debate envolve segurança, não restrição.
O que dizem as instituições médicas
Instituições médicas afirmam que a prescrição exige avaliação completa, porque a tirzepatida envolve riscos clínicos específicos. Elas ressaltam que o medicamento serve exclusivamente a pessoas com obesidade e requer análise de histórico, comorbidades e outras medicações. Por isso, defendem que a gestão do tratamento ocorra dentro de um acompanhamento especializado.
Entre os pontos citados pelas entidades estão:
- risco de interações medicamentosas
- necessidade de diagnóstico correto de obesidade
- presença de contraindicações importantes
- exigência de monitoramento contínuo
- risco de banalização estética do medicamento
A visão da odontologia
Instituições de odontologia sustentam que a prescrição ocorre dentro da área de atuação e deve seguir responsabilidade clínica. Elas reforçam a necessidade de autonomia profissional, mas destacam que o ato exige cautela, colaboração multidisciplinar e respeito às diretrizes vigentes.
Com base em informações do portal Metrópoles.