Saúde e Bem-estar

Menopausa: novo tratamento sem hormônios chama atenção

Novo medicamento não hormonal para menopausa? Será que funciona? Confira.

A foto mostra mulher com ondas de calor, sintoma de mneopausa
Fonte: Freepik

A menopausa provoca mudanças intensas no organismo feminino. Entre os sintomas mais comuns surgem ondas de calor e suores noturnos. Dessa forma, episódios afetam diretamente o sono, o humor e a qualidade de vida. Por isso, pesquisadores buscam alternativas terapêuticas cada vez mais eficazes. Nesse cenário, surge o fezolinetant, um medicamento que promete aliviar esses sintomas sem utilizar hormônios.

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Recentemente, o National Institute for Health and Care Excellence (NICE), do Reino Unido, aprovou o uso do medicamento. A decisão reforça, assim, a relevância da nova terapia para mulheres que enfrentam sintomas vasomotores intensos. Além disso, especialistas consideram o tratamento uma alternativa importante para quem não pode realizar reposição hormonal. Portanto, o fezolinetant amplia as opções terapêuticas disponíveis para a menopausa.

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O que é o fezolinetant

O fezolinetant atua como um tratamento não hormonal. Diferentemente da terapia de reposição hormonal, ele não altera diretamente os níveis de estrogênio. O medicamento age sobre os neurônios chamados KNDy. Esses neurônios regulam a temperatura corporal no hipotálamo, região central do cérebro.

Durante a menopausa, os níveis de estrogênio diminuem. Como consequência, esses neurônios passam a funcionar de forma irregular. Esse desequilíbrio provoca os chamados sintomas vasomotores. Entre eles aparecem ondas de calor intensas e episódios frequentes de sudorese noturna. Ao bloquear a atividade irregular desses neurônios, o fezolinetant ajuda a estabilizar o sistema de controle térmico do organismo.

Aprovação internacional do medicamento

O fezolinetant já recebeu aprovação em diferentes países. Nos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA) autorizou o medicamento em maio de 2023.

O tratamento utiliza comprimidos de 45 miligramas. As pacientes ingerem o medicamento uma vez por dia. Estudos clínicos analisaram os efeitos da nova terapia. Esses testes mostraram redução significativa dos sintomas vasomotores. Pesquisadores observaram melhora em cerca de 60% das mulheres participantes. Assim, o medicamento demonstrou potencial para aliviar desconfortos comuns da menopausa.

Por que o medicamento representa um avanço

Especialistas destacam o impacto dos sintomas da menopausa no cotidiano feminino. Ondas de calor frequentes prejudicam o sono e reduzem a qualidade de vida. Além disso, muitas mulheres não podem utilizar terapia hormonal. Algumas apresentam contraindicações médicas para esse tipo de tratamento. Outras pacientes, por sua vez, preferem evitar o uso de hormônios. Nesse contexto, o fezolinetant surge como alternativa terapêutica relevante.

O medicamento oferece uma abordagem inovadora. Ele atua diretamente no mecanismo neurológico que desencadeia os sintomas. Portanto, o tratamento amplia as opções para mulheres que buscam soluções seguras para a menopausa.

Possíveis efeitos colaterais do fezolinetant

Apesar dos benefícios, especialistas recomendam monitoramento médico durante o tratamento. O uso do medicamento exige exames de sangue periódicos. Esses exames verificam possíveis alterações no fígado.

Embora raros, alguns efeitos colaterais podem surgir. Entre os mais relatados aparecem:

  • dor abdominal
  • diarreia
  • insônia
  • dor nas costas

Portanto, médicos devem acompanhar o tratamento de forma regular. Esse cuidado garante maior segurança no uso da medicação.

O futuro do tratamento da menopausa

A aprovação do fezolinetant marca um avanço importante na medicina feminina. Pesquisadores continuam investigando terapias que atuem diretamente nos mecanismos do organismo. Além disso, especialistas reforçam a importância de tratamento individualizado. Cada mulher apresenta sintomas e necessidades específicas. Portanto, médicos devem avaliar o histórico clínico antes de indicar qualquer terapia.

Com novas opções terapêuticas, mulheres podem enfrentar a menopausa com mais conforto e qualidade de vida.

Informações do Estadão.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.