Saúde e Bem-estar

Sua empresa está preparada para lidar com a NR-1 em maio?

A nova NR-1 exige ação concreta das empresas para prevenir riscos psicossociais e evitar prejuízos jurídicos.

A foto alude à NR-01
Fonte: Freepik

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que define as diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho e organiza o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), passa a valer integralmente a partir de maio de 2026. A regra alcança empresas de todos os portes e segmentos. Portanto, tanto pequenos negócios quanto grandes corporações precisarão revisar processos internos, documentos e rotinas preventivas.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

Com a aplicação plena da norma, as organizações deverão estruturar sistemas mais eficientes de identificação, avaliação e controle de riscos ocupacionais. Assim, a gestão deixa de ser apenas formal e passa a exigir ações práticas e contínuas.

Leia também – Dr. Daniel Borges explica por que a NR-01 ganha força em 2026

A saúde mental no trabalho entrou no centro do debate em 2025. O Brasil registrou mais de meio milhão de afastamentos previdenciários. Além disso, o impacto financeiro ultrapassou bilhões de reais. Consequentemente, empresas enfrentam pressão operacional crescente. Portanto, adequar-se à nova NR-1 tornou-se prioridade estratégica.

O aumento dos afastamentos afeta equipes inteiras. Primeiramente, ele gera sobrecarga entre os colaboradores ativos. Além disso, reduz produtividade e amplia o turnover. Como resultado, a empresa assume custos adicionais. Assim, a gestão preventiva se torna indispensável.

Impacto financeiro vai além do INSS

Os afastamentos não afetam apenas o clima organizacional. Eles também impactam diretamente a folha de pagamento. Isso ocorre porque o FAP — Fator Acidentário de Prevenção — pode aumentar.
Consequentemente, a alíquota tributária sobe. Portanto, o custo empresarial cresce de forma expressiva.

Além disso, substituir colaboradores exige tempo e recursos. A empresa precisa recrutar, selecionar e treinar novos profissionais. Enquanto isso, a equipe opera com capacidade reduzida.
Logo, a inércia custa caro. Por isso, a prevenção se mostra financeiramente inteligente.

NR-1: inclusão dos riscos psicossociais no PGR

A atualização da NR-1 alterou o foco da gestão. Agora, a norma exige a inclusão de riscos psicossociais no PGR. Ou seja, a organização deve mapear fatores emocionais e relacionais. Assim, o ambiente de trabalho passa a ser o centro da análise. Consequentemente, o cuidado deixa de ser apenas individual.

Entre os principais riscos, destacam-se:

  • Assédio moral, sexual ou organizacional;
  • Sobrecarga cognitiva e excesso de jornada;
  • Desequilíbrio entre esforço e recompensa;
  • Conflitos hierárquicos e falhas na comunicação.

Portanto, o PGR não pode mais ser documento formal. Ele precisa refletir diagnóstico real e ações concretas.

O risco do “PGR de gaveta”

Muitas empresas produzem documentos apenas para cumprir exigências. No entanto, a nova NR-1 elimina essa prática. Se a empresa identifica o risco e não atua, ela assume responsabilidade. Assim, cria prova documental contra si mesma. Consequentemente, amplia o risco de condenações judiciais.

Em ações por danos morais ou doenças ocupacionais, o risco mapeado e ignorado fortalece a culpa patronal. Além disso, aumenta o valor das indenizações. Portanto, a omissão gera passivo trabalhista significativo.

Blindagem jurídica e gestão integrada

A adequação exige atuação multidisciplinar. Segurança do trabalho, RH e jurídico devem atuar juntos. Além disso, a empresa precisa estruturar políticas internas claras. Assim, constrói cultura preventiva sólida. Consequentemente, reduz vulnerabilidades legais.

Algumas medidas essenciais incluem:

  • Governança e compliance: revisar códigos de conduta e sanções;
  • Canais de denúncia: garantir mecanismos anônimos e seguros;
  • Treinamento de lideranças: orientar gestores sobre limites legais.

Portanto, a ação prática sustenta a segurança jurídica.

Adequação não é opção

A inclusão dos riscos psicossociais na NR-1 marca mudança cultural. Agora, empresas precisam agir, não apenas documentar. Além disso, o cenário de judicialização cresce rapidamente. Logo, a pergunta deixou de ser “se” adequar. A questão real é “quando” agir para evitar prejuízos.

Quem investe em prevenção protege pessoas. Ao mesmo tempo, protege o próprio negócio.
Assim, transforma obrigação legal em estratégia competitiva.

Com informações do portal Carta Capital.

Você no aquinoticias.com

Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.