Perigos da harmonização facial preocupam especialistas: ultrassom vira aliado
Estudo revela que o ultrassom reduz complicações graves da harmonização facial e aumenta a segurança dos pacientes.

Especialistas alertam para riscos sérios ligados à harmonização facial, e o alerta ganhou força após um estudo internacional que avaliou 100 casos. Os pesquisadores decidiram analisar, com ultrassom, procedimentos que causaram bloqueios vasculares. Eles perceberam que a aplicação incorreta pode interromper o fluxo sanguíneo. Além disso, os danos atingem desde a perda de pele até, em casos extremos, a cegueira. Por isso, o debate sobre segurança cresceu rapidamente.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiOs cientistas também observaram que o ultrassom se destaca como ferramenta essencial. Ele permite mapear vasos antes da injeção. Assim, clínicas conseguem evitar áreas de risco e agir com mais precisão. O exame ainda orienta tratamentos quando a complicação já ocorreu. Dessa forma, médicos usam doses menores de hialuronidase e obtêm melhores resultados. O estudo reacendeu a discussão sobre regulamentação no setor estético.
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Por que o risco é tão alto nesses procedimentos
Os profissionais explicam que a harmonização facial injeta substâncias que remodelam a face e tratam rugas. No entanto, regiões como o nariz exigem atenção extrema. Isso ocorre porque seus vasos se conectam a áreas vitais da cabeça. Assim, a aplicação errada pode gerar:
- interrupção do fluxo sanguíneo;
- morte de tecidos;
- deformidades;
- cegueira;
- até AVC.
A pesquisadora Rosa Sigrist reforça que a “oclusão vascular”, embora rara, pode ser devastadora. O ultrassom, portanto, surge como barreira essencial contra esses danos.
O que o estudo descobriu
A equipe analisou pacientes do Brasil, Colômbia, Chile, Holanda e Estados Unidos. Os dados revelam:
- Quase metade não tinha fluxo sanguíneo em vasos pequenos.
- Um terço perdeu fluxo nos principais vasos do rosto.
Com essas informações, os especialistas defendem que o ultrassom se torne padrão de segurança.
Por que o ultrassom muda tudo
O exame não usa radiação e não causa efeitos nocivos. Além disso, ele entrega informações precisas sobre vasos e áreas críticas. Por isso:
- evita injeções em regiões de risco;
- permite identificar obstruções com rapidez;
- orienta o uso adequado de hialuronidase;
- reduz danos permanentes.
Associações médicas internacionais também defendem maior regulamentação. Países como o Reino Unido já discutem regras mais rígidas e exigem formação médica para procedimentos de maior risco.
Com base em informações do portal Globo.
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