Saúde e Bem-estar

Por que mulheres sofrem mais com dor crônica e doenças autoimunes?

Mulheres enfrentam mais dor crônica devido a fatores hormonais, imunológicos e sociais.

A foto mostra uma mulher doente
Fonte: Freepik

Diversos estudos apontam que mulheres convivem mais com dor crônica e doenças autoimunes. Entre essas condições, destacam-se lúpus, artrite reumatoide e fibromialgia. Nesse contexto, especialistas identificam causas que vão além de um único fator. Ou seja, o fenômeno envolve biologia, hormônios e até histórico social. Ao mesmo tempo, essas variáveis se combinam e intensificam os sintomas. Por isso, compreender essas diferenças torna-se essencial.

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Além disso, o sistema imunológico feminino apresenta maior reatividade natural. Em contrapartida, essa vantagem contra infecções também traz riscos. Isso ocorre porque o organismo pode atacar tecidos saudáveis. Consequentemente, doenças autoimunes surgem com mais frequência. Dessa forma, o corpo passa a reagir contra si mesmo. Assim, o desequilíbrio imunológico explica parte desse cenário.

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Sistema nervoso e percepção da dor

Por outro lado, o cérebro feminino processa a dor de maneira distinta. Em média, mulheres apresentam maior sensibilização central. Isso significa que o sistema nervoso interpreta estímulos de forma mais intensa. Portanto, a dor tende a ser percebida com maior frequência e intensidade. Dessa maneira, sintomas persistem por mais tempo.

Influência direta dos hormônios

Enquanto isso, os hormônios exercem papel determinante nesse processo. O estrogênio, por exemplo, fortalece a resposta imunológica. No entanto, essa resposta pode se tornar exagerada. Como resultado, aumenta o risco de doenças autoimunes. Em contrapartida, a testosterona oferece efeito mais protetor.

, oscilações hormonais afetam diretamente a dor. Durante a menopausa, a queda do estradiol intensifica sintomas. Nesse sentido, condições como enxaqueca e fibromialgia podem piorar. Ao mesmo tempo, alterações corporais influenciam processos inflamatórios.

Genética, ambiente e fatores emocionais

Do mesmo modo, a genética contribui para o desenvolvimento dessas doenças. Pessoas podem nascer com predisposição genética. Entretanto, fatores externos ativam esses genes. Entre eles, destacam-se estresse, hábitos de vida e ambiente. Assim, o estilo de vida impacta diretamente o sistema imunológico.

Desafios no diagnóstico feminino

Historicamente, profissionais subestimaram sintomas relatados por mulheres. Como consequência, diagnósticos demoraram mais. Muitas vezes, médicos atribuíram dores a fatores emocionais. Dessa forma, doenças como endometriose e lúpus enfrentaram atrasos no reconhecimento.

Caminhos para melhorar o cuidado

Para mudar esse cenário, profissionais precisam valorizar o relato das pacientes. A escuta ativa acelera o diagnóstico. Igualmente, a formação médica deve considerar diferenças entre homens e mulheres. Dessa forma, o tratamento se torna mais preciso e eficaz.

Com base em informações do portal Metrópoles.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.