Produção científica brasileira volta a crescer após dois anos de queda
Após dois anos de retração, a produção científica brasileira voltou a crescer.

De acordo com registros, a produção científica brasileira voltou a crescer em 2024, após dois anos consecutivos de queda. O dado aparece no relatório “2024: retomada no crescimento da produção científica no Brasil e em outros 51 países”. O estudo resulta de parceria entre a Agência Bori e a editora científica Elsevier. O documento foi divulgado nesta quinta-feira. O levantamento aponta um novo fôlego para a ciência nacional.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiConforme o relatório, instituições brasileiras aumentaram em 4,5% a produção de artigos científicos. O país publicou mais de 73 mil trabalhos no ano passado. Apesar disso, o número ainda fica abaixo do recorde de 2021, quando ultrapassou 82 mil artigos. Ainda assim, o crescimento sinaliza recuperação. Especialistas relacionam esse avanço à retomada gradual de investimentos em pesquisa.
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Queda nos anos anteriores e cenário internacional
Relatórios anteriores indicaram queda de 7,4% em 2022. Em 2023, a retração chegou a 7,2%. Esses recuos refletiram, principalmente, os impactos prolongados da pandemia. Restrições sanitárias afetaram laboratórios, equipes e financiamentos. Agora, o novo levantamento aponta uma reversão dessa tendência.
Além do Brasil, o estudo analisou dados de outros 51 países. A maioria apresentou crescimento em relação a 2023. Para os pesquisadores, os números mostram, dessa forma, uma retomada global da ciência. A pandemia de Covid-19 aparece como um dos principais fatores que limitaram a produção científica nos últimos anos.
Apenas dois países registraram queda. A Rússia apresentou recuo de 6,3%. A Ucrânia teve redução de 0,6%. Segundo o relatório, a guerra iniciada em 2022 explica o desempenho negativo dessas nações.
Investimentos impulsionam a retomada da ciência
Para elaborar o estudo, os pesquisadores analisaram dados de 1996 a 2024. O recorte incluiu países que publicaram mais de 10 mil artigos em 2024. Ao todo, 54 nações integraram a análise. O levantamento considerou apenas artigos científicos. A coleta ocorreu em julho deste ano.
De acordo com Dante Cid, vice-presidente da Elsevier para a América Latina, o crescimento reflete investimentos feitos anteriormente. Segundo ele, o volume de publicações acompanha o nível de financiamento aplicado anos antes. Com a recuperação recente dos recursos, o avanço já era esperado.
Instituições brasileiras e políticas públicas
A pesquisa avaliou ainda 32 instituições brasileiras. Apenas Embrapa, Universidade Federal de Goiás e Universidade Estadual de Maringá apresentaram queda. Para Sabine Righetti, cofundadora da Bori, o fim dos efeitos mais severos da pandemia também contribuiu. Além disso, a retomada dos financiamentos destravou projetos e manteve a produtividade.
A cofundadora da Bori, Ana Paula Morales, destaca a importância do levantamento. Segundo ela, os dados ajudam a identificar instituições mais resilientes. Além disso, orientam políticas públicas voltadas à recuperação científica em regiões específicas.
Com base em informações do portal Metrópoles.
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