Saúde e Bem-estar

Ronco e cansaço ao acordar podem indicar apneia do sono

Ronco alto e cansaço ao acordar podem revelar apneia do sono, um distúrbio que afeta a saúde e aumenta riscos cardiovasculares.

A foto alude a distúrbios do sono
Fonte: Freepik

Roncar frequentemente e acordar cansado parece algo comum. No entanto, esses sinais podem indicar a presença de Apneia do Sono. Esse distúrbio provoca pausas repetidas na respiração durante a noite. Como resultado, o organismo perde qualidade de descanso. Além disso, a pessoa acorda sem sensação de recuperação.

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Muitas pessoas ignoram esses sintomas por anos. Entretanto, especialistas alertam que o problema exige atenção médica. Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, entre 40% e 45% da população mundial sofre com algum distúrbio do sono. Entre essas condições, a apneia figura entre as mais comuns. Portanto, identificar sinais precoces pode evitar complicações futuras.

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O que acontece durante a apneia do sono

A apneia do sono ocorre quando a respiração interrompe várias vezes durante o descanso. Essas pausas podem durar alguns segundos. No entanto, elas podem se repetir dezenas de vezes ao longo da noite.

Consequentemente, o sono fica fragmentado. Assim, o corpo não completa os ciclos naturais de descanso. Como resultado, o cérebro não recupera energia de forma adequada.

Durante esses episódios, ocorre queda na oxigenação do sangue. Com o tempo, essa redução sobrecarrega o organismo. Por isso, especialistas associam a apneia a diversos problemas de saúde.

De acordo com o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor médico da Biologix, a condição vai muito além do ronco. Segundo ele, a queda de oxigênio no organismo pode provocar efeitos sistêmicos importantes.

Impactos da apneia na saúde

Mesmo em casos considerados leves, a apneia interfere no bem-estar diário. Além disso, o distúrbio reduz a disposição física e mental.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • cansaço ao acordar
  • dificuldade de concentração
  • queda de rendimento no trabalho
  • sonolência excessiva durante o dia

Em quadros moderados ou graves, os riscos aumentam ainda mais. A apneia pode favorecer o desenvolvimento de hipertensão. Além disso, especialistas associam o problema a doenças cardiovasculares.

Outro fator preocupante envolve a sonolência diurna. Esse sintoma aumenta o risco de acidentes de trânsito. Além disso, ele também eleva o risco de acidentes de trabalho.

Procura por diagnóstico aumenta após os 40 anos

Dados da Biologix mostram que muitas pessoas procuram avaliação entre 40 e 50 anos. Entretanto, muitos pacientes começam a apresentar sintomas ainda na casa dos 30.

A procura por exames cresce ao longo da década seguinte. Além disso, a demanda permanece elevada até aproximadamente os 60 anos. Após os 70 anos, a realização de exames tende a diminuir. Mesmo assim, especialistas alertam que o diagnóstico precoce melhora a qualidade de vida.

Segundo especialistas, muitos pacientes só buscam ajuda quando o problema afeta trabalho, memória ou disposição diária.

Sintomas que exigem atenção

Alguns sinais funcionam como alerta para investigar a apneia do sono. Portanto, reconhecer esses sintomas ajuda a buscar diagnóstico precoce.

Entre os principais sinais estão:

  • ronco alto e frequente
  • pausas na respiração percebidas por outra pessoa
  • sensação de sufocamento durante a noite
  • dor de cabeça ao acordar
  • irritabilidade constante
  • dificuldade de memória ou concentração

Esses sintomas não confirmam o diagnóstico. Contudo, eles indicam a necessidade de avaliação médica especializada.

Como ocorre o diagnóstico

Médicos realizam o diagnóstico da apneia do sono por meio da polissonografia. Esse exame monitora vários parâmetros do organismo durante o sono.

Entre eles estão respiração, oxigenação do sangue e atividade cerebral. O exame pode ocorrer em laboratório especializado. Entretanto, em alguns casos, médicos realizam o teste na própria casa do paciente. Após o diagnóstico, o tratamento varia conforme a gravidade do quadro. Em casos leves, especialistas indicam aparelhos intraorais.

Em quadros moderados ou graves, médicos recomendam o uso do CPAP. Esse dispositivo mantém as vias aéreas abertas durante a noite. Assim, ele restabelece a respiração adequada e melhora a qualidade do sono.

Com base em informações do portal Metrópoles.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.