Saúde e Bem-estar

Tarifaço americano: Brasil descarta retaliação e fortalece soberania em saúde

Brasil mantém respeito à propriedade intelectual, mesmo após anúncio de tarifas dos EUA.

A foto mostra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, expplicitando relação entre tarifaço americano e saúde brasileira.
Foto: Arquivo/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mesmo com o tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, o Ministério da Saúde descarta qualquer retaliação à propriedade intelectual. A medida, classificada como precipitada e irracional, foi alvo de críticas do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. De acordo com ele, foi reafirmado, principalmente, o compromisso do Brasil com o diálogo e a cooperação internacional. Durante evento na Fiesp, nesta sexta-feira (25), Em princípio, Padilha afirmou que o país não se deixará guiar por anúncios intempestivos da gestão Trump. Ao contrário, manterá sua postura diplomática. De acordo com ele, o Brasil seguirá defendendo acordos multilaterais, priorizando a negociação e o fortalecimento da produção nacional. Isso, sem romper com princípios históricos como o respeito à propriedade intelectual.

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Negociação, não confronto

Padilha reafirmou que o Ministério da Saúde seguirá priorizando parcerias público-privadas, investimentos internacionais e o respeito aos acordos com a OMS. Segundo ele, o Brasil manterá sua linha de cooperação e não cederá a pressões externas, como o tarifaço, que ameacem a estabilidade do SUS e a saúde brasileira. Para o ministro, abandonar esse modelo comprometeria avanços históricos e enfraqueceria a credibilidade internacional do país. Por isso, o governo continuará investindo em alianças estratégicas que fortaleçam a produção nacional de insumos, promovam transferência de tecnologia e garantam o acesso da população a medicamentos, vacinas e terapias inovadoras. A postura brasileira diante do tarifaço afirmou, seguirá firme: diálogo, desenvolvimento interno e compromisso com a saúde pública.

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Impactos possíveis e resposta estratégica

Caso as tarifas entrem em vigor, Padilha reconhece impactos negativos na saúde, mas aponta avanços. Acima de tudo, hoje, o Brasil depende menos da importação de insumos e investe mais na produção local. Recentemente, firmou acordos com Índia e China, por meio do Brics, para fabricar insulina no país.

Investimento em inovação e soberania

Durante o mesmo evento, e em meio ao impacto do tarifaço, o governo federal lançou a primeira chamada pública para credenciar um Centro de Competência em Tecnologias de RNA. A iniciativa representa uma resposta estratégica para fortalecer a saúde brasileira, reduzindo a dependência externa e promovendo soberania científica. Com investimento de R$ 450 milhões, o projeto busca ampliar a capacidade nacional de produzir vacinas, terapias avançadas e tecnologias de ponta. O centro terá foco no RNA — molécula essencial no processo de transcrição e tradução do código genético, fundamental para a síntese de proteínas. Essa tecnologia, considerada uma das mais modernas e seguras do mundo, ganhou destaque global durante a pandemia. O lançamento integra um conjunto de ações estruturantes do governo voltadas à inovação na saúde pública, reforçando o compromisso do Brasil com a ciência, a autonomia tecnológica e a ampliação do acesso a tratamentos mais eficazes e modernos pelo SUS.

A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) relembrou a dependência enfrentada na pandemia e afirmou que o Brasil precisa produzir mais e depender menos.A seleção priorizará projetos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além de fomentar parcerias com instituições de pesquisa.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.