Saúde e Bem-estar

Transplante de medula parcial comprova alta eficácia - saiba mais

Pesquisa nacional comprova que doadores familiares parcialmente compatíveis garantem segurança e bons resultados no transplante de medula.

A foto msotra cirurgia de medula
Fonte: Freepik

O transplante de medula óssea já não exige compatibilidade total para alcançar sucesso terapêutico. Segundo estudo brasileiro publicado na revista Blood, doadores parcialmente compatíveis oferecem segurança e eficácia semelhantes. Assim, a pesquisa amplia horizontes para pacientes com leucemia. Além disso, o achado reduz a dependência de doadores 100% compatíveis. Portanto, o acesso ao tratamento tende a crescer.

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Além disso, o estudo avaliou dados reais da prática clínica nacional. Dessa forma, os resultados ganham ainda mais relevância. A pesquisa analisou pacientes adultos em remissão completa. Enquanto isso, especialistas acompanharam os casos por mais de dois anos. Assim, os dados sustentam conclusões consistentes. Consequentemente, a ciência avança com base em evidências sólidas.

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Comparação entre doadores familiares e não aparentados

O estudo comparou dois grupos distintos de doadores. De um lado, familiares parcialmente compatíveis, chamados haploidênticos. Do outro, doadores não aparentados totalmente compatíveis, conhecidos como MUD. Entretanto, os resultados mostraram desempenho semelhante entre as estratégias. Portanto, ambos se mostraram viáveis.

A pesquisa envolveu 501 pacientes tratados em 21 hospitais brasileiros. Desses, 335 receberam transplante haploidêntico. Outros 166 passaram pelo procedimento com doadores totalmente compatíveis. Todos tinham diagnóstico de leucemia mieloide aguda ou linfoblástica aguda. Além disso, todos estavam em remissão no momento do transplante.

Resultados reforçam segurança e eficácia

Após o acompanhamento, os pesquisadores não identificaram diferenças clínicas relevantes. As taxas de sobrevida global se mantiveram próximas. Em dois anos, o grupo haploidêntico alcançou 61% de sobrevida. Já o grupo MUD chegou a 66%. Portanto, a diferença não se mostrou significativa.

Além disso, a sobrevida livre de retorno da doença também apresentou números semelhantes. Os índices ficaram em 57% e 62%, respectivamente. Enquanto isso, a incidência de recidiva permaneceu dentro de padrões comparáveis. Assim, o tipo de doador não influenciou o prognóstico final.

Impacto direto no acesso ao tratamento

Esses resultados fortalecem o uso de doadores familiares. Especialmente, em situações sem doadores totalmente compatíveis. Dessa forma, o transplante se torna mais acessível. Além disso, o tempo de espera tende a diminuir. Consequentemente, as chances de sucesso aumentam.

O estudo confirma evidências anteriores. No entanto, avança ao apresentar uma amostra robusta. Assim, a medicina brasileira contribui de forma decisiva para a prática global. Portanto, o transplante de medula parcialmente compatível se consolida como alternativa segura e eficaz.

Elaborado com base em dados do portal Metrópoles.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.