Saúde e Bem-estar

Tratamentos para obesidade: veja a melhor opção para cada perfil

Especialistas explicam como o grau de obesidade orienta o tratamento mais eficaz e seguro para perder peso.

A foto mostra pessoa obesa
Fonte: Freepik

A obesidade avançou rapidamente e tornou-se um dos maiores desafios globais de saúde. Atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas convivem com a condição, segundo a revista The Lancet.
No Brasil, além disso, os impactos se agravam com o aumento das mortes associadas. Entre 2010 e 2024, a obesidade causou mais de 45 mil óbitos no país. Por isso, médicos reforçam que o tema envolve sobrevivência, não apenas estética.

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Diante desse cenário, a medicina passou a adotar abordagens mais precisas. Assim, cada paciente recebe um plano conforme seu perfil clínico. Nesse contexto, o Índice de Massa Corporal orienta as decisões iniciais. Ao mesmo tempo, doenças associadas influenciam diretamente a escolha. Dessa forma, o tratamento ganha mais segurança e eficácia.

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IMC define o grau de obesidade e a conduta médica

O diagnóstico começa pelo cálculo do IMC, que relaciona peso e altura. Segundo o gastrocirurgião Eduardo Grecco, essa medida direciona a estratégia. Pacientes com IMC entre 25 e 27 costumam responder bem a mudanças de hábitos. Nesses casos, dieta equilibrada e medicamentos já produzem bons resultados. Porém, a partir do IMC 27, intervenções mais estruturadas se tornam necessárias.

Quando o índice ultrapassa 40, o risco à saúde aumenta consideravelmente. Assim, médicos avaliam diretamente a indicação cirúrgica. Ainda assim, cada decisão considera restrições clínicas individuais. Portanto, não existe tratamento padrão para todos. O cuidado sempre respeita a singularidade do paciente.

Principais opções de tratamento disponíveis

Atualmente, os tratamentos se organizam em três frentes principais. O tratamento clínico atende quem precisa perder até 15% do peso. Ele combina medicamentos modernos, reeducação alimentar e apoio psicológico. Já os procedimentos endoscópicos atendem perdas entre 15% e 25%. Balão intragástrico e sutura endoscópica lideram essas indicações.

Por outro lado, a cirurgia bariátrica atende casos mais graves. Ela se indica quando a perda necessária ultrapassa 30% do peso. Geralmente, envolve pacientes com riscos cardiovasculares elevados. Mesmo assim, a avaliação médica permanece criteriosa. A segurança sempre ocupa o primeiro lugar.

Idade, segurança e acompanhamento contínuo

Tratamentos clínicos e endoscópicos podem iniciar a partir dos 14 anos. Nesse caso, o acompanhamento pediátrico se torna indispensável. A cirurgia bariátrica, por sua vez, costuma ocorrer após os 18 anos. Para idosos, não existe limite fixo de idade. Entretanto, as condições clínicas precisam permitir baixo risco cirúrgico.

Independentemente da escolha, o acompanhamento multidisciplinar sustenta os resultados. Nutricionistas e psicólogos ajudam a evitar recaídas. Além disso, fortalecem a relação saudável com a alimentação. Assim, o paciente reduz o risco do efeito sanfona. Buscar um especialista representa o primeiro passo para um tratamento seguro.

Com base em informações do portal Terra.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.