Trilhas no verão: riscos invisíveis do calor
Calor intenso e desidratação transformam trilhas no verão em desafios que exigem preparo e responsabilidade.

O caso do jovem Roberto Farias Tomaz, perdido em trilha que leva ao ponto mais alto do sul do país, chamou atenção do público e de trilheiros. Fazer trilhas exige preparo, atenção e, sobretudo, respeito às regras básicas de segurança. O caso de Roberto escancara essa realidade. No dia 1º de janeiro, ao descer a trilha que leva ao ponto mais alto do Sul do Brasil, o jovem se perdeu e caminhou quilômetros sozinho pela mata até alcançar uma fazenda em Antonina.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiSegundo a parceira de trilha, Thayane Smith, a separação foi decisiva. “Se eu não tivesse deixado ele, isso não teria acontecido”, afirmou. Ela reconheceu o erro e o aprendizado. “Eu quebrei a regra de ir junto e voltar junto. Fui irresponsável.” O episódio reforça um alerta direto: em trilhas, regras existem para salvar vidas.
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O verão marca o auge do turismo de aventura. No entanto, também concentra os maiores riscos. Especialistas reforçam a necessidade de preparo. Afinal, calor intenso, esforço físico e terreno hostil formam uma combinação perigosa.
Além disso, trilhas em grandes altitudes exigem planejamento rigoroso. Embora belas, essas rotas cobram um preço alto de quem subestima o clima. Por isso, cada decisão impacta diretamente a segurança. Consequentemente, erros simples podem gerar situações graves.
Enquanto autoridades investigam o caso, a lição se impõe. Ou seja, trilhar no verão exige consciência, respeito aos limites e atenção constante aos sinais do corpo.
Calor e esforço aceleram a desidratação
Durante subidas íngremes, o corpo eleva rapidamente a temperatura. Assim, ativa o suor como mecanismo de resfriamento. Entretanto, esse processo provoca perda intensa de água e sais minerais. Logo, o risco de desidratação cresce silenciosamente.
Além disso, a sede surge tarde demais. Quando aparece, o organismo já enfrenta déficit hídrico. Como resultado, funções cognitivas falham. O raciocínio desacelera. A coordenação diminui. Portanto, decisões equivocadas tornam-se mais frequentes.
Por esse motivo, muitos acidentes ocorrem. Frequentemente, trilheiros desidratados saem da rota sem perceber. Assim, aumentam o risco de se perderem.
Quantidade de água faz diferença
Muitos iniciantes erram no cálculo. Levar apenas 500 ml para horas de caminhada é insuficiente. Por isso, especialistas recomendam entre dois e três litros por pessoa. Essa regra vale para trilhas médias ou difíceis.
Além da água, o uso de isotônicos ajuda. Eles repõem eletrólitos e previnem câimbras. Consequentemente, mantêm a pressão arterial estável. Portanto, a hidratação deve ser constante, não eventual.
Horário e vestuário salvam vidas
Iniciar a trilha cedo reduz a exposição ao sol forte. Assim, evita-se o pico do calor. Além disso, roupas leves, proteção UV, chapéu e protetor solar tornam-se indispensáveis.
Ao perceber tontura, dor de cabeça ou calafrios, a orientação é clara. Pare imediatamente. Busque sombra. Hidrate-se. Se o mal-estar persistir, retorne. Afinal, a montanha permanece. A vida, não.
Com base em informações do portal Terra.
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