Saúde e Bem-estar

Canetas para emagrecer: uso indiscriminado pode gerar riscos graves

O uso das canetinhas para emagrecer cresce, mas não é indicado para todos. Médicos alertam que o uso sem orientação pode causar sérios riscos à saúde.

A foto mostra Mounjaro
Foto: Freepik

O uso de medicamentos injetáveis para emagrecimento cresce rapidamente no Brasil. Compostos como a semaglutida — presente em remédios como Ozempic e Wegovy — e a tirzepatida, usada no Mounjaro, foram criados para tratar diabetes tipo 2. Porém, cada vez mais pessoas recorrem a essas canetas com o único objetivo de perder peso, impulsionadas pela influência de celebridades e redes sociais. Especialistas, contudo, alertam: essas medicações não são para todos.

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Conforme endocrinologistas, o uso só deve ocorrer em casos específicos. Pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a doenças como diabetes, hipertensão e dislipidemia podem se beneficiar. O índice de massa corporal (IMC) precisa estar acima de 27 com comorbidades ou acima de 30 sem elas. Fora dessas condições, os riscos superam os benefícios.

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Como as canetas para emagrecer agem

Esses medicamentos imitam o hormônio GLP-1, que regula a saciedade e retarda o esvaziamento do estômago. Dessa forma, o paciente sente menos fome e come em menor quantidade. Quando usado em quem realmente precisa, o efeito vai além da balança: melhora o controle glicêmico, reduz riscos cardiovasculares e favorece a qualidade de vida.

Riscos do uso sem indicação

Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, constipação e refluxo. Em casos graves, podem ocorrer pancreatite ou problemas na vesícula biliar. Além disso, o tratamento exige acompanhamento constante, já que a suspensão repentina favorece o reganho de peso.

Esses medicamentos precisam ser usados a longo prazo, com prática de atividades físicas e com reeducação alimentar. A interrupção sem acompanhamento faz os resultados retrocederem.

Saúde pública em alerta

Para os endocrinologistas, o uso indiscriminado já provoca impacto coletivo. De acordo com eles, infelizmente, já existe contrabando e compra descontrolada. A busca por padrões irreais de magreza, sem mudança de hábitos, pode gerar complicações como osteoporose e aumento de doenças metabólicas, especialistas advertem.

A obesidade é uma condição crônica que exige acompanhamento multidisciplinar direto. O uso das canetinhas deve ser ferramenta médica, não atalho estético.

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Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.