Estudo revela avanço inédito na prevenção do câncer de intestino
Pesquisa revela vacina que pode frear pólipos intestinais em pessoas com síndrome de Lynch.

Pesquisadores desenvolveram uma vacina que pode mudar o cenário da prevenção do câncer de intestino. O estudo avaliou 45 pessoas com síndrome de Lynch, condição hereditária rara com alto risco de câncer colorretal. Após aplicação da vacina experimental, nenhum novo pólipo apareceu no grupo. Além disso, os pólipos existentes permaneceram estáveis ao longo de um ano de acompanhamento.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDessa forma, esses resultados iniciais sugerem que a vacina pode retardar o processo que leva ao câncer de intestino. Ainda assim, os cientistas ressaltam a necessidade de ampliar o número de participantes e prolongar o acompanhamento. Portanto, a pesquisa segue como um avanço promissor, mas preliminar, no campo das imunizações preventivas.
Leia também – Câncer de intestino: veja 5 sinais de alerta
Como a vacina funciona e o que ela faz
A vacina, chamada Nous-209, usa um vírus inativado como transportador para entregar 209 fragmentos de proteínas ao organismo. Essas proteínas são comuns em tumores do cólon, estômago e endométrio. Assim, o objetivo é treinar o sistema imunológico para reconhecer sinais precoces de câncer e reagir antes que a doença se desenvolva. Dessa maneira, o corpo desenvolve “memória” imunológica que pode responder rapidamente a futuras alterações celulares suspeitas. Em estudos laboratoriais, as células de defesa dos participantes demonstraram forte resposta imunológica e capacidade de destruir células tumorais. Portanto, essa estratégia representa uma forma inovadora de prevenção.
Importância do diagnóstico e sintomas a observar
O câncer de intestino muitas vezes não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o que dificulta o diagnóstico precoce. Quando sinais começam a surgir, eles tendem a ser inespecíficos, como alteração do ritmo intestinal ou presença de sangue nas fezes. Além disso, cólicas, sensação de empachamento, perda de peso e anemia também podem aparecer. Dessa forma, a detecção em fases iniciais ainda depende de exames clínicos e protocolos de triagem adequados. Por isso, estratégias de prevenção e diagnóstico precoce são essenciais para melhorar prognósticos e salvar vidas.
O que mais sabemos sobre prevenção e risco
Além da vacinação em desenvolvimento, várias campanhas de saúde reforçam a prevenção por meio de exames e hábitos de vida saudáveis. Por exemplo, a Campanha Março Azul incentiva exames a partir dos 45 anos, já que o câncer colorretal pode surgir silenciosamente e aumentar a mortalidade quando diagnosticado tardiamente. Exames como colonoscopia e testes de sangue oculto nas fezes ajudam a detectar tumores cedo e podem elevar as chances de cura. Dessa maneira, prevenção e rastreamento continuam sendo pilares da luta contra essa doença.
Próximos passos da pesquisa
Embora os resultados sejam animadores, os próprios pesquisadores destacam que ainda há etapas importantes a serem cumpridas. A expectativa é ampliar os testes para incluir mais pessoas e avaliar se a vacina pode beneficiar populações gerais além das com síndrome de Lynch. Portanto, embora não esteja disponível para uso comum, esse avanço representa um passo relevante na ciência oncológica atual.
Com base em informações do portal Metrópoles.