Saúde e Bem-estar

Carnes processadas elevam risco de câncer colorretal

Consumo frequente de embutidos aumenta o risco de câncer colorretal, segundo avaliação científica internacional.

A foto mostra carnes processadas
Fonte: Freepik

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a acender o debate sobre hábitos alimentares. A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) avaliou evidências científicas recentes. Como resultado, classificou as carnes processadas como cancerígenas para humanos. Essa classificação integra o Grupo 1 da Iarc. Portanto, o nível de evidência científica é alto. Além disso, o órgão equiparou a consistência dos estudos à de outros fatores reconhecidos, como o tabagismo.

Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aqui

A avaliação analisou pesquisas conduzidas em diferentes países. Os dados apontaram associação direta entre consumo frequente e câncer colorretal. Dessa forma, a OMS reforçou um alerta global. O foco não recai sobre consumo eventual. No entanto, o risco cresce conforme a regularidade aumenta. Assim, o estudo reacende discussões sobre escolhas cotidianas. Consequentemente, a alimentação entra novamente no centro da prevenção.

Leia também – Câncer colorretal deve causar 36% mais mortes até 2040

Quais alimentos entram na classificação

A classificação inclui produtos amplamente consumidos no Brasil. Entre eles estão salsicha, linguiça, bacon, presunto e salame. Esses alimentos passam por processos industriais específicos. Eles envolvem cura, defumação ou adição de conservantes químicos. Portanto, o método de produção influencia o risco. Além disso, substâncias como nitritos e nitratos ganham destaque.

Durante o processamento, esses compostos podem formar agentes potencialmente cancerígenos. Com o tempo, o organismo acumula esses efeitos. Assim, o risco não surge de forma imediata. Ele se constrói ao longo dos anos. Por isso, a frequência e a quantidade ingerida importam. Dessa maneira, o alerta foca no consumo habitual.

Especialista reforça importância da moderação

A oncologista Mariana Novaes Pinheiro, da Unimed Sul Capixaba, esclarece o impacto da classificação. Segundo ela, o consumo ocasional não provoca câncer de forma direta. No entanto, o risco aumenta quando esses alimentos se tornam rotina. Além disso, o perigo cresce quando substituem opções naturais. Portanto, a atenção aos hábitos alimentares se torna essencial.

Ainda segundo a especialista, a informação científica orienta escolhas mais conscientes. Dessa forma, o conhecimento ajuda na prevenção. Assim, pequenas mudanças no dia a dia reduzem riscos. Consequentemente, a alimentação equilibrada assume papel estratégico na saúde.

Como reduzir o risco no dia a dia

As entidades internacionais recomendam moderação como principal estratégia. Priorizar alimentos in natura ajuda a reduzir riscos. Além disso, optar por preparações caseiras diminui o consumo de aditivos. Da mesma forma, reduzir embutidos nas refeições faz diferença. Portanto, a prevenção começa no prato.

Manter uma dieta equilibrada favorece a saúde intestinal. Além disso, contribui para o bem-estar geral. Assim, escolhas simples impactam o longo prazo. Consequentemente, a prevenção do câncer colorretal passa por hábitos consistentes. Dessa maneira, informação e equilíbrio caminham juntos.

Com base em informações do portal da Unimed Sul Capixaba.

Formada em Letras e Direito, com especialização em Linguística, Literatura e Publicidade & Propaganda. Possui experiência em Gestão Pública e Pedagógica. Atua na editoria de Saúde e Bem-Estar do AQUINOTICIAS.COM, na plataforma Viva Vida.