Transtornos emocionais prejudicam muito o coração - confira enfoque
Transtornos emocionais surgem como um dos maiores fatores de risco para doenças do coração.

Transtornos emocionais impactam diretamente a saúde cardiovascular. Segundo o cardiologista Rogério Silva, emoções mal resolvidas adoecem mais o coração do que fatores tradicionais. Estresse crônico, ansiedade e depressão afetam milhões de pessoas. No entanto, muitos ainda subestimam esses riscos. Por isso, a medicina vive uma mudança silenciosa.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO especialista defende uma cardiologia mais humana e integrada. Para ele, o corpo reage ao que a mente não consegue expressar. Assim, sofrimento emocional constante gera danos físicos reais. Dessa forma, cuidar do coração exige olhar além dos exames. A escuta clínica passa a ser parte do tratamento.
Leia também – Síndrome do coração partido: como o estresse emocional afeta o órgão
A nova fronteira da medicina cardiovascular
O Dr. Rogério Silva integra ciência, empatia e espiritualidade na prática médica. Ele reforça que a história de vida influencia diretamente o adoecimento. Experiências como perdas, violência e lutos moldam o funcionamento do organismo. Portanto, a anamnese tradicional se mostra insuficiente.
Segundo o cardiologista, o cuidado eficaz considera fatores biopsicossociais e espirituais. Esse modelo não substitui protocolos clínicos. Pelo contrário, ele aprimora diagnósticos e tratamentos. Assim, o plano terapêutico se torna mais aderente. Como resultado, a prevenção cardiovascular se torna mais eficiente.
Como as emoções afetam biologicamente o coração
Transtornos emocionais ativam mecanismos biológicos perigosos. De acordo com o especialista, condições como estresse pós-traumático e ansiedade ativam o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Esse processo eleva cortisol e adrenalina de forma contínua. Consequentemente, surge inflamação sistêmica silenciosa.
Com o tempo, essa inflamação danifica vasos sanguíneos. Além disso, ela altera a pressão arterial. O processo também favorece placas ateroscleróticas. Assim, aumentam os riscos de:
- Infarto
- AVC
- Arritmias cardíacas
Estudo liderado pelo Dr. Rogério mostrou que transtornos emocionais superam hipertensão e colesterol como fatores de risco. O diabetes aparece como único fator superior.
Evidências alinhadas à ciência internacional
As descobertas seguem diretrizes da American Heart Association e da European Society of Cardiology. Essas instituições reconhecem a depressão como fator de risco independente. Além disso, recomendam avaliação emocional na rotina cardiológica. Esse cuidado se torna essencial em pacientes com luto ou isolamento social.
Para o especialista, o futuro da cardiologia exige integração. Corpo, mente e equilíbrio emocional caminham juntos. Dessa forma, o tratamento se torna mais completo e eficaz.
Trauma, infância e doenças cardíacas
No Brasil e em países em desenvolvimento, o risco aumenta. Fatores como pobreza e violência agravam o sofrimento emocional. Estudos do CDC comprovam que traumas na infância elevam doenças na vida adulta. Entre elas, destacam-se infarto e AVC. Veja quadro 2024/2023 com dados que afetam o brasileiro e elevam nível de estresse:

Segundo o cardiologista, o corpo aprende a viver em alerta constante. Décadas depois, o coração sofre as consequências. Por isso, prevenir doenças cardíacas começa na infância. Investir em saúde emocional protege vidas futuras.
Com base em informações do portal IG.