Saúde e Bem-estar

Canetas emagrecedoras: alerta para risco raro de pancreatite

Embora considerados seguros para a maioria dos pacientes, esses remédios demandam acompanhamento médico e vigilância quanto a sinais raros, porém relevantes.

A foto mostra canetas emagrecedoras
Foto: Freepik

O uso de medicamentos injetáveis para controle do peso e do diabetes ganhou escala nos últimos anos e, com isso, passou a exigir atenção redobrada para possíveis efeitos colaterais. Embora considerados seguros para a maioria dos pacientes, esses remédios demandam acompanhamento médico e vigilância quanto a sinais raros, porém relevantes.

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Nesse contexto, a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde emitiu um alerta sobre a associação pouco frequente entre o uso de medicamentos agonistas do GLP-1 — popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras — e casos de pancreatite aguda grave. Segundo a agência, trata-se de um efeito colateral já conhecido, mas que ocorre em uma parcela muito pequena dos usuários.

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Ainda assim, a orientação é clara: médicos e pacientes devem reconhecer precocemente os sintomas para evitar a evolução do quadro. Entre os principais sinais estão dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas, além de náuseas e vômitos.

A diretora de Segurança da agência, Alison Cave, reforçou que, para a grande maioria dos pacientes com prescrição adequada, os medicamentos agonistas do GLP-1 apresentam bom perfil de segurança e eficácia. De acordo com ela, esses tratamentos proporcionam benefícios significativos à saúde, especialmente no controle do diabetes tipo 2 e na redução de riscos cardiovasculares.

Canetas emagrecedoras e os sintomas

Entretanto, mesmo com risco considerado muito baixo, a agência destaca a importância da informação. Estar atento aos sintomas e procurar atendimento médico imediato diante de qualquer sinal suspeito são medidas fundamentais para a segurança do paciente.

Esses medicamentos são indicados principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2. Além de produtos específicos, para o controle do peso e a redução do risco cardiovascular em pessoas com obesidade e doenças associadas. O uso ocorre sempre mediante prescrição e acompanhamento profissional.

Dados recentes de pesquisa publicada pela University College London apontam a dimensão desse consumo. Entre o início de 2024 e o começo de 2025, cerca de 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia utilizaram canetas emagrecedoras. As principais foram: semaglutida, presente em medicamentos como Wegovy e Ozempi, e tirzepatida, comercializada como Mounjaro, com foco na perda de peso.

Diante desse cenário, autoridades de saúde reforçam que o uso responsável, aliado ao acompanhamento médico contínuo, é essencial para garantir os benefícios do tratamento e reduzir riscos, mesmo aqueles considerados raros.

O que diz a Novo Nordisk?

Por meio de nota, a Novo Nordisk disse que “a segurança dos pacientes é uma prioridade para a empresa, e a companhia leva muito a sério todos os relatos de eventos adversos associados ao uso de seus medicamentos. Existe uma advertência de classe para todas as terapias baseadas em incretina (ou seja, agonistas do receptor GLP-1, agonistas duais GIP/GLP-1 e inibidores de DPP‑4) referente ao risco de pancreatite.

Vários fatores de risco estão implicados no desenvolvimento de pancreatite, incluindo diabetes e obesidade. A pancreatite aguda está incluída como uma reação adversa a medicamentos (RAM) nas bulas de todos os produtos GLP-1 RA comercializados, incluindo Ozempic®, Rybelsus® e Wegovy®, Victoza® e Saxenda®. Além disso, é abordada na seção “Quais males este medicamento pode me causar?”.

Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos e orientados a descontinuar o tratamento com semaglutida/liraglutida caso haja suspeita de pancreatite, e sugere-se ter cautela em pacientes com histórico de pancreatite prévia. A frequência e a proporção de participantes que apresentaram pancreatite confirmada foram similares entre semaglutida e comparador nos programas clínicos de fase 3 (SUSTAIN, PIONEER, STEP). A maioria dos eventos foi classificada como pancreatite aguda leve.

A semaglutida foi estudada em programas robustos de desenvolvimento clínico com mais de 54.000 pacientes expostos à semaglutida e exposição pós comercialização superior a 33 milhões de pacientes‑/‑ano. Trabalhamos em estreita colaboração com autoridades e órgãos regulatórios em todo o mundo para monitorar continuamente o perfil de segurança de nossos produtos”.

Com informações da Agência Brasil.

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Com mais de 23 anos de experiência na área, e passagens por diversos veículos de comunicação do Estado, atua no portal AQUINOTICIAS.COM desde 2021, e está em sua segunda passagem pelo veículo, somando mais de 11 anos de empresa. Formada em História e pós-graduada em Jornalismo Político, atuou também em assessoria de imprensa por mais de 15 anos, além de passagem por emissoras de rádio, TV e revistas em Cachoeiro de Itapemirim.