Surdez evitável avança com ruído e descuido

A surdez evitável cresce de forma silenciosa no Brasil. Principalmente, a exposição excessiva ao ruído acelera esse avanço. Além disso, o tratamento inadequado de infecções amplia o risco.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 1 bilhão de jovens enfrentam perigo auditivo. Portanto, o problema já atinge escala global.
Atualmente, a sociedade convive com sons cada vez mais intensos. Trânsito, obras e música amplificada dominam a rotina urbana. Consequentemente, jovens apresentam queixas auditivas precoces. Muitos relatam zumbido e dificuldade para entender falas. Assim, a perda auditiva surge antes mesmo da suspeita.
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Exposição sonora: não existe volume totalmente seguro
Especialistas alertam para um ponto essencial. Não existe volume totalmente seguro para lazer prolongado. Embora leis definam limites ocupacionais, o risco permanece. Quanto maior a intensidade, maior o dano acumulado. Além disso, o tempo de exposição multiplica o impacto.
Por isso, profissionais recomendam a regra 60/60. Ou seja, use fones até 60% do volume máximo.
Além disso, limite o uso a 60 minutos seguidos. Em seguida, faça pausas de 10 a 15 minutos. Dessa forma, as células auditivas se recuperam.
Situações comuns também elevam os decibéis. Secadores e aspiradores chegam a 95 dB.
Aulas de spinning ultrapassam 100 dB. Além disso, viagens com janelas abertas somam ruído constante. Portanto, o risco vai além de shows e festas.
Após exposição intensa, pratique repouso auditivo. Permaneça em ambientes abaixo de 60 dB por até 16 horas. Se surgir zumbido ou ouvido abafado, houve lesão temporária. Sem descanso adequado, o dano pode se tornar permanente.
Infecções mal tratadas também causam perda auditiva
Além do ruído, infecções respiratórias elevam o risco. Quando evoluem para otite média, comprometem a audição. Na maioria dos casos, a perda é temporária. Entretanto, tratamento inadequado gera complicações crônicas. Assim, estruturas do ouvido médio podem sofrer danos irreversíveis.
A vacinação também desempenha papel decisivo. Doenças como rubéola e meningite afetam a audição. Rubéola na gestação pode causar surdez congênita. Já a meningite pode provocar ossificação da cóclea. Portanto, manter vacinas atualizadas reduz sequelas graves.
Cotonete, medicamentos e outros riscos ocultos
Muitas pessoas usam cotonete de forma incorreta. No entanto, o objeto pode empurrar cera para dentro. Além disso, pode traumatizar o canal auditivo. Consequentemente, provoca obstrução e perda temporária.
Alguns medicamentos também oferecem risco auditivo. Antibióticos como gentamicina podem ser ototóxicos. Anti-inflamatórios e quimioterápicos também exigem cautela. Por isso, utilize remédios apenas com orientação médica.
Prevenção contínua protege a audição
A prevenção exige atenção constante aos hábitos diários. Primeiramente, controle o volume dos fones. Em seguida, trate infecções rapidamente. Além disso, mantenha o calendário vacinal atualizado. Essas medidas reduzem riscos de forma significativa.
Realize avaliação auditiva periódica. O teste da orelhinha deve ocorrer ao nascer. Antes da alfabetização, inclua audiometria no check-up. Após os 60 anos, o exame se torna indispensável. Assim, você detecta alterações precocemente.
Em resumo, a surdez evitável não surge por acaso. Ela resulta de escolhas repetidas ao longo do tempo. Portanto, adote hábitos conscientes e proteja sua audição. O silêncio, nesse contexto, funciona como aliado poderoso.
Com base em informações do portal Metrópoles.
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