Dia Mundial do Rim reforça relação entre saúde e sustentabilidade
Campanha reforça prevenção da doença renal e destaca dados preocupantes no Espírito Santo.

O Dia Mundial do Rim mobiliza profissionais de saúde e a sociedade na segunda quinta-feira de março. Em 2026, a campanha ocorre em 12 de março. Neste ano, o movimento traz o tema Cuidar das Pessoas e Proteger o Planeta. Dessa forma, a iniciativa amplia o debate sobre saúde, qualidade de vida e sustentabilidade. Além disso, especialistas defendem que o cuidado com os rins exige responsabilidade ambiental nos serviços de saúde.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAo mesmo tempo, a campanha estimula práticas sustentáveis em unidades que realizam terapias renais. Portanto, hospitais e clínicas buscam conciliar assistência de qualidade com uso consciente de recursos naturais. Consequentemente, gestores e profissionais de saúde analisam o impacto ambiental das terapias renais. Assim, o movimento conecta prevenção, cuidado humano e preservação ambiental.
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Diálise exige uso consciente de recursos
Os procedimentos de diálise exigem grande volume de água, energia e materiais descartáveis. Por isso, equipes de saúde precisam adotar protocolos rigorosos de manejo de resíduos. Filtros, linhas de sangue e outros insumos exigem descarte correto.
Além disso, unidades de saúde devem separar e destinar adequadamente esses materiais. Dessa forma, profissionais reduzem impactos ambientais e garantem segurança sanitária. Ao mesmo tempo, iniciativas sustentáveis ganham força. Por exemplo, hospitais investem no tratamento de efluentes e no reaproveitamento responsável de recursos.
Consequentemente, essas ações fortalecem um modelo de assistência que respeita o paciente e o planeta.
Doença renal preocupa no Espírito Santo
A Doença Renal Crônica (DRC) representa um desafio crescente no Espírito Santo. Dados da Secretaria da Saúde registraram cerca de 4.980 atendimentos na Atenção Primária em 2025.
Além disso, estimativas indicam que cerca de 10% da população capixaba acima de 20 anos apresenta algum grau de comprometimento renal. Esse percentual representa aproximadamente 315 mil pessoas.
No entanto, muitos pacientes desconhecem a doença. Isso ocorre porque a DRC evolui de forma silenciosa, sobretudo nos estágios iniciais. Portanto, médicos defendem exames preventivos e acompanhamento regular.
Função dos rins e fatores de risco
Os rins desempenham funções essenciais para o organismo. Eles filtram o sangue e eliminam toxinas por meio da urina. Além disso, regulam eletrólitos, equilibram o pH sanguíneo e ajudam a controlar a pressão arterial.
Esses órgãos também produzem hormônios importantes. Um exemplo é a eritropoetina, responsável pela produção de glóbulos vermelhos.
Entretanto, a perda progressiva dessas funções provoca a Doença Renal Crônica. Diversos fatores aumentam o risco da doença. Entre eles estão diabetes, hipertensão, obesidade e doenças cardiovasculares.
Além disso, histórico familiar e uso indiscriminado de medicamentos nefrotóxicos também elevam o risco.
Prevenção ainda é o melhor caminho
A nefrologista Alice Pignaton Naseri, referência técnica da Secretaria da Saúde, destaca a importância da prevenção. Segundo a médica, a doença costuma evoluir sem sintomas claros. Por isso, o diagnóstico muitas vezes ocorre em estágios avançados. Portanto, pessoas com diabetes, hipertensão ou obesidade devem realizar exames regularmente. Testes simples, como creatinina e exame de urina, ajudam no diagnóstico precoce. Além disso, esses exames estão disponíveis na rede pública de saúde.
Diagnóstico começa na atenção básica
A população deve procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para avaliação médica. O profissional solicita exames laboratoriais simples e acessíveis.
Entre os principais testes estão a creatinina no sangue, exame de urina e relação albumina/creatinina. Esses exames permitem identificar alterações na função renal. Quando o diagnóstico ocorre cedo, médicos conseguem retardar a progressão da doença.
Mudanças no estilo de vida ajudam no tratamento
Nos estágios iniciais, pacientes podem controlar a doença com mudanças no estilo de vida. Alimentação equilibrada e controle do peso ajudam muito. Além disso, atividade física regular e abandono do tabagismo também reduzem riscos. O controle da pressão arterial e da glicemia também exerce papel importante. Quando a doença avança, médicos podem indicar diálise ou transplante renal.
Projeto Creatinina Capixaba amplia diagnóstico
O Projeto Creatinina Capixaba fortalece o diagnóstico precoce da doença renal no estado. A iniciativa envolve o Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes, a Universidade Federal do Espírito Santo e a Secretaria da Saúde.
O projeto incentiva a realização do exame de creatinina em pacientes com hipertensão ou diabetes. Dessa forma, profissionais conseguem identificar alterações precoces. Além disso, a iniciativa promove teleinterconsultas entre especialistas e profissionais da atenção básica. Em 2026, o programa ampliou a atuação para 11 municípios do norte do Espírito Santo.
Medicamentos e transplantes no estado
A Farmácia Cidadã Estadual também apoia pacientes com doença renal. Em 2025, o serviço atendeu 5.165 pessoas com DRC. Já nos dois primeiros meses de 2026, 3.749 pacientes receberam medicamentos pela rede estadual. Entre eles está a Dapagliflozina, terapia que ajuda a reduzir a progressão da doença.
Além disso, o Espírito Santo registra avanços nos transplantes renais. Em 2024, equipes realizaram 102 procedimentos. Em 2025, ocorreram 104 transplantes. Entretanto, mais de mil pessoas ainda aguardam um rim na fila de espera. Portanto, especialistas reforçam um alerta claro: prevenir continua sendo o melhor caminho.
Com base em informações do portal da SESA.
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